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O Brasil vive em estado de exceção desde  2019 , diz Rogério Marinho

O mal negócio para a oposição da CPI do Golpe de 8 de janeiro

15/05/2023 09:00
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Rogério Marinho, candidato à presidência do Senado PEC das Drogas - Metrópoles

Admitir, eles não podem. Seria jogar a toalha sem subir no ringue. Seria passar recibo de que deram um mau passo ao propor a instalação da CPI Mista do golpe de 8 de janeiro. Logo do golpe, apoiado à distância segura por muitos deles.

Mas os líderes dos partidos de oposição ao governo reconhecem que a essa altura terão mais a perder do que ganhar com a CPI. O governo, que foi contra a criação da CPI, está convencido de que só tem a ganhar com ela. Acumula forte munição para isso.

Rogério Marinho (PL-RN), comandante da oposição no Senado, afirma que deplora a tentativa fracassada de golpe, e que os culpados por ela devem ser punidos. Mas quer saber quem mais é culpado, se o governo Lula também não tem culpa no cartório.

Para Marinho, Bolsonaro nada teve a ver com o golpe, nunca foi hostil à democracia. O Brasil, segundo ele, vive em estado de exceção desde 2019 por obra do Poder Judiciário. Ele prefere referir-se ao Poder Judiciário, não ao Supremo Tribunal Federal.

Veja a entrevista de Marinho à Confraria do Brito, programa do Canal MyNews, no Youtube.