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Euforia e pé no chão

Chamar a seleção de time ainda é precipitado

30/06/2026 13:41
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Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images
Euforia e pé no chão

A desconfiança que habitava minha torcida quando o juiz deu início a Brasil e Japão virou euforia no seu final. Algumas horas depois, um pouco de calma. Chamar a seleção de time ainda é apressado: não tem saída de bola, não envolve as defesas. Mas Vini Jr continua fazendo uma grande competição, Bruno Guimarães é nosso garçom favorito, já são quatro assistências em quatro partidas, as mesmas de Zico em  1982.  Ele está a duas do recorde de Pelé, em 1970.  Martinelli provou ter estrela, Douglas Santos é de uma discrição precisa e Ancelotti está com o grupo na mão.

Como disse alguém no X: “Eu teria tirado o Casemiro no intervalo. Não colocaria o Martinelli. É por isso que o Ancelotti tem 5 Champions e eu vou acordar amanhã às 6 da manhã para trabalhar”.

E aquela comemoração do Casemiro? Foi uma homenagem ao filho, aí o tiozão teve que pesquisar o significado. O chamado “coração de dedo” é uma marca do k-pop. O gesto de cruzar o polegar com o indicador, é uma demonstração de carinho dos cantores aos fãs durante os shows. O “six-seven” nasceu de uma expressão da música Doot Doot (6 7), do rapper americano Skrilla, mas ganhou projeção nas redes sociais depois de começar a ser repetida em vídeos ligados ao basquete.

Próximo adversário do Brasil, Costa do Marfim ou Noruega?  A equipe africana tem maior organização coletiva A equipe venceu Equador e Curaçao, perdeu por margem mínima para a Alemanha e terminou a primeira fase transmitindo a sensação de ser uma seleção difícil de ser batida. Sua defesa figura entre as mais consistentes do torneio. O meio-campo combina força física, intensidade e capacidade de recuperação. Quando recupera a bola, procura acelerar rapidamente pelos lados do campo. Não depende de um único craque, depende do  conjunto.

A Noruega oferece quase o retrato oposto. Grande parte de seu poder ofensivo nasce da conexão entre Ødegaard e Haaland. O primeiro organiza. O segundo finaliza. É um modelo mais vertical e concentrado na qualidade técnica de seus principais jogadores. A defesa é seu ponto frágil. Em seu grupo, goleou o Iraque, venceu o Senegal apertado e desistiu de lutar pela liderança do grupo contra a França, tomando 4×1 com um time recheado de reservas.

E às 22 horas, o México enfrenta o Equador como favorito. Na torcida para que passe, porque anfitriã tem que ir longe (menos o time de Trump). Depois pega o vencedor de Inglaterra e Congo. Mais que o adversário, os mexicanos terão pela frente o trauma das oitavas. Foram sete desclassificações nessa etapa, entre 1994 e 2018. Na última Copa a seleção caiu na fase de grupos.