Termina a espera para que Moraes se explique

O silêncio em certos casos é um mau sinal

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Ministro Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane Barci - Metrópoles
1 de 1 Ministro Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane Barci - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O roteirista do filme Brasil segue surpreendendo o país. Na semana passada, a Polícia Federal apreendeu 430 mil reais em dinheiro vivo no armário do flat usado por Sóstenes Cavalcanti, líder na Câmara do PL de Bolsonaro, quando despacha em Brasília.

O que disse o suspeito de desvio de dinheiro destinado a pagar despesas do seu gabinete de trabalho? Primeiro, vitimizou-se, acusando a Justiça de perseguição política. Depois, disse que o dinheiro era fruto da venda de um imóvel em Minas Gerais.

Que imóvel? Uma fazenda, uma casa, um apartamento? Sóstenes não disse. Em que município fica o imóvel? Sóstenes não lembrou o nome. Quem o comprou? Também não disse. Por que não depositou o dinheiro em um banco? Falta de tempo, respondeu.

Vai ver que aposta no esfriamento do assunto, tanto mais com a chegada do Natal, do Ano Novo e do recesso do Congresso. Câmara e Senado só reabrirão suas portas no início de fevereiro. Mas aí tem carnaval, pois ninguém é de ferro.

Sóstenes vê no tempo seu maior aliado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, dada à sua importância na vida do país, não pode dar-se a esse luxo. Pesa contra ele a acusação de ter tentado salvar o Banco Master da falência.

Para isso teria conversado quatro vezes, uma delas pessoalmente, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A mulher de Moraes advogou para o Master e recebeu em troca uma fortuna, muito além dos preços normais do mercado.

Desafetos de Moraes no Congresso já começam a falar em Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Master, e por tabela o casal Moraes. Os mais afoitos, escalam e falam na possível abertura de um processo de impeachment contra Moraes.

Espera-se uma palavra do ministro. Só ele será capaz de apagar o fogo que o ameaça.

 

Atualização 9h59: Em comunicado à imprensa o ministro Alexandre de Moraes afirma que “em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”

 

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