O aviso é claro: aliados terão que suar a camisa por Flávio Bolsonaro
Quando o algoritmo vira chicote no mundo “perfeito” de Flávio Bolsonaro
atualizado
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A vigilância de Carlos Bolsonaro sobre a fidelidade dos quadros do PL subiu um degrau perigoso. Ao anunciar que está fazendo um “levantamento” de quem não divulga a pré-candidatura de Flávio, o “02” não precisou citar nomes para que o recado chegasse ao endereço certo.
Essa tática de monitoramento serviu de combustível para que a ala mais radical do partido avançasse sobre Nikolas Ferreira, cobrando dele o engajamento que o histórico mostra faltar.
O objetivo de Carlos é cristalino: usar o constrangimento público para impedir que o PL trate a candidatura de Flávio como uma aventura isolada da família.
Vemos em cena uma espécie de “dobradinha” que tem tudo para incomodar os filhos de Jair: o apoio claro de Michelle a Nikolas, que mantém o “silêncio” estratégico. Para Carlos, que sempre atuou como o cão de guarda da imagem do pai, qualquer postagem que não seja para Flávio soa como traição.
Não se engane pelo tom “macio” que Carlos diz usar. Ao ameaçar levar a lista de omissos à executiva da sigla, ele escancara que Flávio, visto internamente como o mais apagado dos filhos, é um candidato que precisa de monitoramento constante para não ser engolido pelo pragmatismo das novas lideranças. O racha é visceral: a autoridade de Carlos sobre o ecossistema digital da direita está sendo testada por quem prefere brilhar sozinho a carregar o piano do herdeiro.
E deve ter muito bolsonarista raiz enrustido por aí – aqueles que não apoiam o príncipe 01.


