Nikolas e Flávio Bolsonaro “unidos” pelo ódio
Flávio e Nikolas sorriem para a câmera, mas o aviso de Valdemar sobre a prisão de Bolsonaro dita o tom
atualizado
Compartilhar notícia

A política brasileira, senhores, atingiu mais uma vez o estágio do realismo fantástico. No vídeo que circulou nas redes, Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira tentam encenar uma união que não convenceria nem o pequeno príncipe. É a chamada “adesão mixuruca”: Nikolas não diz que quer Flávio – diz apenas que não quer o Lula.
No dicionário da extrema direita, não existe adversário, só “inimigo” a ser exterminado. Uma retórica de guerra que cansa até o eleitor mais fervoroso.
Não neguem, cansa. Estamos exaustos.
Mas o jantar é mais frio do wue aparenta, e quem serviu foi Valdemar Costa Neto. O dono do PL, em um não tão inedito momento de sinceridade (ou desespero), mandou a real para a “meninada” do clã: ou vocês param de brigar e elegem Flávio, ou o Bolsonaro vai amargar pelo menos dez anos na prisão. Valdemar sabe que anistia no STF é lenda urbana, e o tempo está correndo.
Enquanto a família se enfeita, o “centro” já prepara o desembarque. Kassab, com a transparência de quem já está com um pé em cada canoa, deu o golpe de misericórdia na candidatura de Ronaldo Caiado. Disse, com todas as letras, que se o goiano chegar aos 15%, está ótimo para… negociar o apoio no segundo turno. É a política do “quem dá mais” atropelando qualquer projeto de poder da direita.
A largada de 2026 não é uma corrida de cavalos, é uma fuga em massa. De um lado, o medo da prisão – do outro, o leilão do apoio político. No meio disso tudo, o vídeo de Flávio e Nikolas sorrindo soa como música de violino no Titanic. E Valdemar é o único que parece ter notado que os botes podem ser insuficientes para todo o clã.
Iceberg à frente?


