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Justiça cassa mandato de prefeita em MG, ex-mulher de Newton Cardoso

Maria Lúcia Cardoso, prefeita de Pitangui (MG), foi acusada de omissão de uso de um helicóptero na campanha, de propriedade do Newtão

Repórter de Blog do Noblat18/01/2022 18:18, atualizado 18/01/2022 18:17
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Divulgação
Maria Lúcia Cardoso, prefeita de Pitangui

A Justiça Eleitoral cassou o mandato da prefeita de Pitangui (MG), Maria Lúcia Cardoso (MDB), cuja chapa é acusada pelo Ministério Público de omitir gastos e apresentar uma falsa e irreal prestação de contas.

Entre a série de ilícitos e omissões, a representação aponta falta de prestação de conta com despesa de máscaras e camisetas e até do uso de um helicóptero na campanha eleitoral, além de um carro de luxo.

Maria Lúcia foi casada com o ex-governador Newton Cardoso, que atuou na sua campanha, e é mãe do deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB). Mas, segundo a acusação do Ministério Público, Maria Lúcia e Newton ainda são oficialmente casados.

O helicóptero utilizado na campanha e omitido na prestação de conta tem como proprietário Newton Cardoso. Na denúncia, o Ministério Público aponta ainda que a então candidata utilizou um carro de luxo do ex-governador mineiro na campanha.

“O exponencial número de camisetas distribuídas sem qualquer declaração contábil, aliado aos gastos com utilização de helicóptero e um veículo de luxo representam valores de significativa monta, mormente se considerarmos tratar-se o Município de Pitangui uma cidade interiorana, que contou nas eleições de 2020 com somente 17.308 votos válidos, sendo que destes, 8.733 (53,90%) foram direcionados aos representados e 7.321 (45,18%) ao segundo colocado, o que representa uma ínfima diferença de 1.412 votos, ou seja, de aproximadamente 8,5% dos votos
válidos” – acusa o Ministério Público.

A cassação da chapa foi uma decisão da juíza eleitoral Rachel da Silva Viegas, de Pitangui.

Cabe recurso à decisão e Maria Lúcia seguirá no mandato. Em nota, a prefeita afirmou que o mandato não foi cassado por se tratar de uma decisão ainda de primeira instância e que ela “continuará com o trabalho em prol da população do município, enfrentando com ética e respeito todos os problemas que assolam toda população no início de 2022”.