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Farda de Mauro Cid torna-se problema para o Exército

Antes, militares haviam sugerido que ex-ajudante de ordens de Bolsonaro usasse o fardamento; agora, querem se afastar do tenente-coronel

26/08/2023 10:00
Hugo Barreto/Metrópoles
Bolsonaro Vazamento Tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fica em silêncio durante sessão da CPMI do 8 de Janeiro - Metrópoles

Diante da reconvocação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), oficiais do Exército estão trabalhando para evitar que o tenente-coronel utilize o uniforme militar durante seu novo depoimento à CPMI do 8 de Janeiro. Cid já usou a farda no primeiro vez no Senado, na CPI do Distrito Federal, e novamente ontem (25/08), durante oitiva à Polícia Federal (PF).

Militares ouvidos pelo blog afirmaram que, dado o surgimento de novas evidências no caso das joias, a insistência de Cid em usar o uniforme militar “mancha a reputação do Exército”. Embora o ex-ajudante de ordens seja filho de um general e tenha um histórico positivo na força, essa postura já não é mais justificável para parte da caserna, que agora quer abandoná-lo.

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A recomendação formal de abandonar o uso do uniforme ainda não foi dada, em parte devido ao respeito pelo pai de Cid, o general Mauro Lourena Cid. No entanto, recados estão sendo transmitidos entre o alto escalão do Exército.

Ontem, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, enfatizou que a instituição “não tolera desvios de conduta e que esses comportamentos serão repudiados e corrigidos”. Deu a declaração durante a cerimônia do Dia do Soldado, realizada no Quartel-General, em Brasília.

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Em 11 de julho, Mauro Cid compareceu à CPMI no Senado usando o uniforme militar, conforme a orientação do Exército, que considerava a convocação do militar da ativa “relacionada aos temas pertinentes ao seu papel designado pela Força”. Depois voltou atrás e disse que não houve “orientação formal” para o uso da farda.

O Ministério Público Militar arquivou, na última quinta-feira (24/08), uma denúncia contra Cid que investigava o fato de ele ter usado o uniforme militar durante seu depoimento à CPMI. A promotora Ana Carolina Scultori da Silva Teles, da Procuradoria de Justiça Militar em Brasília, justificou o uso do uniforme militar por Cid ao afirmar que este se deve “à natureza militar do cargo de ajudante de ordens da Presidência da República, cujas questões foram tratadas naquela CPMI”.