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Brasil

Moraes proíbe que Mauro Cid se comunique com Bolsonaro e Michelle

Decisão acontece no âmbito do inquérito que investiga a venda ilegal de joias recebidas por Bolsonaro em viagens oficiais

25/08/2023 21:57, atualizado 25/08/2023 22:03
Alan Santos/PR/Divulgação
Bolsonaro e Mauro Cid

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid, tenente-coronel do Exército, de se comunicar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outros investigados no caso das joias sauditas.

A decisão de Mores acontece no âmbito do inquérito que investiga a venda ilegal de joias recebidas por Bolsonaro durante viagens oficiais.

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O ministro do STF destacou que informações encontradas no celular de Mauro Cid revelaram novos fatos e pessoas envolvidas em diferentes frentes de investigação, como um suposto golpe de Estado e o desvio dos presentes.

“Evidentemente, neste caso, a incomunicabilidade entre os investigados alvos das medidas é absolutamente necessária à conveniência da instrução criminal, pois existem diversos fatos cujos esclarecimentos dependem da finalização das medidas investigativas, notadamente no que diz respeito à análise do material apreendido e realização da oitiva de todos os agentes envolvidos”.

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Além do ex-ajudante de ordens, a decisão também atinge a esposa do militar, Gabriela Cid, e outros ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro.

Na próxima quinta-feira (31/8), Bolsonaro, Michelle e Mauro Cid irão prestar depoimento à Polícia Federal (PF) sobre o desvio de joias. As oitivas devem acontecer de forma simultânea para evitar que os suspeitos combinem respostas.

Mauro Cid prestou depoimento à PF nesta sexta-feira (25/8) no caso que investiga as ações do hacker Walter Delgatti Neto contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Não delatou”, diz advogado após depoimento de Cid à PF nesta sexta

O tenente-coronel do Exército está preso desde maio por suspeita de inserir informações falsas no sistema do Ministério da Saúde e fraudar cartões de vacina de familiares e do ex-presidente Bolsonaro.