
Devolução de joias a Bolsonaro é considerada absurda pelo TCU
Ex-presidente insistirá na tese de “itens personalíssimos” e que joias poderiam ser vendidas

Entre técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), a tese de que as joias desviadas por Jair Bolsonaro (PL) são, de fato, dele é considerada “absurda”. O advogado do ex-presidente, Paulo da Cunha Bueno, disse à Folha de S.Paulo que pedirá a devolução do relógio Rolex modelo Oyster Perpetual Day Date que é feito em ouro branco, platina e diamantes. Outros itens como uma caneta, colares e brincos também estariam na lista de devolução.
Ouvidos pelo blog, integrantes do TCU dizem que o pedido “não faz sentido” e que os itens de luxo não serão devolvidos, mesmo que a defesa do ex-presidente tente judicializar o caso. Com a negativa do TCU, Bolsonaro poderia pedir uma liminar para reaver os objetos, mas a chance é considerada mínima.
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Ver todasA defesa de Bolsonaro alega que as joias eram propriedade do ex-presidente por serem consideradas personalíssimas. Dessa forma, Bolsonaro poderia fazer o que quisesse com os itens. Contudo, ignoram o fato de que o TCU determinou, em 2016, que todos os presentes recebidos por presidente e ex-presidentes deviam ser incorporados ao patrimônio da União.
Há também a tentativa de fazer colar o argumento de que houve um ruído de comunicação entre a Comissão de Memória dos Presidentes da República e a assessoria da Presidência. Dessa forma, Bolsonaro “não sabia” que não podia desviar os itens.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO presidente do TCU, Bruno Dantas, já se posicionou firmemente contra essa linha de argumentação, afirmando que não há margem para interpretação quanto à ação de Bolsonaro ao apropriar-se das joias.

