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Brasil

Maia diz que CPI não investigará caso das joias: "Se quiserem, façam outra"

Declaração do presidente da CPI do 8/1, Arthur Maia, foi dada após encontro do parlamentar com o general Tomás Paiva, comandante do Exército

23/08/2023 11:23
Câmara dos Deputados
Arthur Maia União-BA

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8/1, Arthur Maia (União-BA), afirmou, nesta quarta-feira (23/8), que o colegiado não investigará o caso das joias dadas pela Árabia Saudita ao Brasil e recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Essa CPI não vai adentrar em questão de corrupção, de venda de joias, porque isso não está relacionado com o 8 de janeiro”, afirmou. A declaração foi dada após encontro do parlamentar com o general Tomás Paiva, comandante do Exército, no quartel-general da corporação.

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Um dos inquéritos nos quais Bolsonaro foi indiciado apura venda ilegal de joias sauditas que ex-presidente ganhou quando estava no poder
Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do presidente Jair Bolsonaro, em 2021
Joias foram apreendidas pela Receita Federal em São Paulo
Receita não liberou joias trazidas ao Brasil pelo governo Bolsonaro
Estojo entregue ao ex-presidente Bolsonaro contendo kit com relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha rose gold, todos da marca suíça Chopard
Joias entregues por Bolsonaro à União
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Joias entregues por Bolsonaro à União

Divulgação/Defesa Bolsonaro
Um dos inquéritos nos quais Bolsonaro foi indiciado apura venda ilegal de joias sauditas que ex-presidente ganhou quando estava no poder
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Um dos inquéritos nos quais Bolsonaro foi indiciado apura venda ilegal de joias sauditas que ex-presidente ganhou quando estava no poder

PR e Reprodução
Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do presidente Jair Bolsonaro, em 2021
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Joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos com comitiva do presidente Jair Bolsonaro, em 2021

Reprodução
Joias foram apreendidas pela Receita Federal em São Paulo
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Joias foram apreendidas pela Receita Federal em São Paulo

Reprodução/Twitter do ministro Paulo Pimenta
Receita não liberou joias trazidas ao Brasil pelo governo Bolsonaro
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Receita não liberou joias trazidas ao Brasil pelo governo Bolsonaro

Reprodução/Twitter do ministro Paulo Pimenta
Estojo entregue ao ex-presidente Bolsonaro contendo kit com relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha rose gold, todos da marca suíça Chopard
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Estojo entregue ao ex-presidente Bolsonaro contendo kit com relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha rose gold, todos da marca suíça Chopard

Reprodução

“Venda de joias, será que alguem aqui em juízo perfeito vai imaginar que o presidente Bolsonaro estava lá mandando Pix da conta dele para patrocinar invasão do Palácio do Planalto no 8 de janeiro? Obviamente, que não. A não ser que chegue na CPI uma vinculação que possa demonstrar que havia algum tipo de ação desta natureza, eu não vejo sentido para você quebrar sigilo apenas porque é o (então) presidente da República”, declarou.

Na última semana, o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE) apresentou um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo joias recebidas pela gestão Jair Bolsonaro.

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“Se quiserem fazer uma CPI para discutir presente de ex-presidente, venda de Rolex, negócio de joias, façam outra CPMI. Eu cumprirei o meu papel como presidente da CPMI de garantir que se investigue o que ocorreu antes, durante e depois do 8/1, mas tudo relacionado ao 8/1”, reiterou Maia.

O comentário se refere às investigações que apuram a tentativa de uma comitiva presidencial entrar no Brasil com joias avaliadas em R$ 16,5 milhões, sem pagar impostos à Receita Federal e com a incorporação dos itens milionários diretamente ao patrimônio pessoal do ex-presidente.