Entre a blindagem de Toffoli e o samba de Lula
Tempos de confetes, investigações e… gravações.
atualizado
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O clima no Supremo Tribunal Federal está “igual a essa camiseta”: o bicho está pegando. A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master foi apenas o abre-alas de uma crise de confiança profunda.
O ministro chegou a negar publicamente, após suspeitas, ter gravado clandestinamente os colegas durante a reunião fechada de dez ministros — sessão onde quase todos, com exceção de Edson Fachin e Cármen Lúcia, saíram em sua defesa efusiva.
O vazamento literal dessas falas para a imprensa, com destaque para as declarações positivas a Toffoli, deixou o tribunal em polvorosa.
Ministros acreditam que o vazamento foi “selecionado” para amenizar a imagem do relator que saiu “fraquinho, fraquinho” da crise.
Se Toffoli tiver juízo, o caminho é antecipar a aposentadoria. Carregar mais 12 anos de toga sob o peso de denúncias de ligações suspeitas com bancos e resorts é transformar o mandato em uma agonia pública institucional.
Enquanto o Supremo vive sua “treta” interna, o presidente Lula caminhou pela areia movediça do Carnaval. O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia sua vida, colocou a Justiça Eleitoral em alerta máximo.


