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Coluna Blog do Noblat
Blog do Noblat - 22 anos

Deputado e ex-presidente do Fla defende taxação de sites de apostas

Bandeira de Mello, do PSB, entende que essas empresas precisam ser tributadas

05/04/2023 10:00
CRF
Joia Bandeira de Mello Flamengo

Apesar da desconfiança da direção do clube que já presidiu sobre a matéria, o Flamengo, o deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ) defende a taxação dos sites de jogos e apostas online, medida anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo espera arrecadar entre R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões por ano com a tributação desse setor.

O Flamengo e outros sete grandes clubes do eixo Rio-São Paulo divulgaram nota ontem desejando participar desse debate com o governo. É uma reação dos clubes à decisão do governo em taxar esse negócio de apostas “bets”, cujas empresas, além desse negócio, patrocinam também alguns times do país, como se vê estampado em algumas camisas.

Filiado a um partido da base do governo, o PSB, Mello tem conversado o pessoal da equipe econômica e, em entrevista ao Blog do Noblat, defendeu a taxação dessas empresas. Ele presidiu o Flamengo entre 2013 a 2018.

“Parece lógico que haja uma tentativa de tributação e regulamentação desse mercado. Esse dinheiro está circulando para fora do país, e não está gerando nenhum benefício para nós. E é um setor cada vez mais dinâmico, mas que gera uma receita que vai toda para fora” – disse o parlamentar, que prosseguiu:

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“Esse movimento do governo de regulamentar é importante e, claro, vai conseguir um valor de outorga dessas operadoras, que devem se regularizar. E também o que virá proveniente do movimento de apostas. Não sei se será um valor fixo, como é nos jogos da Caixa, ou um percentual maior. E os clubes que aparecem nas apostas também precisam receber” – afirmou Bandeira de Mello.

“É importante ajudar o governo nesse esforço de aumentar a arrecadação” – disse.

A nota em conjunta dos clubes, além do Flamengo, foi subscrita por Fluminense, Botafogo, Vasco, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

Os clubes afirmam ser imprescindível que participem desse debate com o governo e o Congresso e citam como um dos pontos a ser discutido a contrapartida pela utilização das marcas e eventos dos clubes.