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Reflexões no chuveiro

Deus é bom o tempo todo. Os maus e os ruins somos nós!

Repórter de Artigos04/02/2026 10:00
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Reflexões no chuveiro
Reflexões no chuveiro

A vida é feita para cultivar a bondade. Até a ciência já mostrou que a bondade e a vontade de  cooperar estão na raiz do desenvolvimento humano e da constituição de grupos e comunidades de sucesso. Mesmo a Economia está descobrindo isso!

Lembro-me do livro do médico sueco Stefan Einhorn. A tradução para o português seria “A  arte de ser bondoso”. Também poderia ser “A arte de ser gentil”, ou afável, amável, afetuoso,  amoroso, benigno, benéfico, caridoso, bom, enfim.

No livro ele fala sobre a bondade não apenas como um “acessório moral” da civilização  moderna, mas como alicerce biológico e evolutivo que permitiu que o Homo sapiens  sobrevivesse e prosperasse. Ou seja, a bondade estaria na raiz de comunidades humanas saudáveis, que prosperam, superam suas dificuldades e saem adiante.

No contato pessoal, a bondade se projeta pela luz dos olhos, pelos jeitos e trejeitos dos  músculos da face, no sorriso ou na falta dele, e se desnuda aos demais olhares atentos.

E, longe de ser um sinal de fraqueza, como Einhorn nos lembra, é uma ferramenta das mais  poderosas para o sucesso e a felicidade pessoal. A bondade cultivada seria a maior  inteligência que um ser humano pode demonstrar e a base para uma vida significativa, numa  sociedade funcional.

Eu acredito que a malvadeza também se mostra, mais cedo ou mais tarde.

Há aquela conscientemente praticada, há a malvadeza inconsciente, há aquela por omissão,  há a vingançazinha buscada, mas independentemente do tipo de malvadeza, em algum  momento ela sai pela luz dos olhos da pessoa malvada e se mostra a toda a gente.

Às vezes, a pessoa nem se vê como má. Mas as experiências da vida, a falta de um marco  interpretativo para a dor que projete a vida para além dos seus vales tenebrosos, vão transformando a pessoa em malvada. A falta de ética e empatia é um perigo!

A maldade cultiva a maldade e se amplia como as ondinhas provocadas na superfície de  uma lagoa tranquila por uma pedra atirada. Você pensa que provocou uma maldadezinha pequena e, quando vê, ela já se propagou! E ela afeta você também!

A malvadeza instiga a falta de confiança, as suspeitas, a falta de cooperação, os custos de  transação. E grupos e sociedades onde não há cooperação entre as pessoas, nos quais os  custos de transação são muito altos, não são sistemas estáveis, demoram a superar  conflitos e dificuldades e a se desenvolver.

Não acredito na sobrevivência do mais forte! No fim das contas, de um jeito ou de outro, cedo  ou tarde, a maldade se mostra e se volta contra quem a produziu.

Já pensou nisso?

Leitora do blog, a baiana Sandra Paulsen, 63, casada, mãe de dois filhos, avó de dois netos, é economista curiosa e buscadora,  crocheteira e amante do meio ambiente, das flores e dos passarinhos.