A dança de cargos do Centrão e as eleições de 2026
As principais notícias da manhã desta quarta-feira (16/10)
atualizado
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Demissões de olho em 2026. Gleisi Hoffmann: ‘ o natural é ficar no governo quem tiver compromisso com a reeleição de Lula’. Em entrevista ao Globo, a ministra das Relações Institucionais confirma a faxina de cargos de segundo e terceiro escalão ligados ao centrão, para reorganizar a base e aprovar projetos que deem sustentação ao governo e à campanha em 2026. “Estamos fechando agora [as demissões]. É um número considerável. Estamos considerando todas as áreas e instituições. Nossa orientação é afastar os indicados de deputados que votaram contra. Demitir, e depois a gente vai reorganizar a base”.
Deputados governistas prometem “dedurar” cargos do Centrão. Deputados governistas vão levar a Gleisi Hoffmann lista própria com nomes de parlamentares que votam contra governo e mantêm cargos.
Vem pra Caixa você também. Caixa emprega ex-mulher do ministro Nunes Marques, filha do deputado Wilson Santiago (Republicanos-PB), advogado de Lira e irmão do prefeito de Maceió. Banco diz que escolha de consultores segue normas de governança, compliance e integridade. Nomes de assessores diretos do presidente da Caixa foram entregues apenas após determinação da CGU. (Folha)
O outro lado da moeda. Exoneração de indicados do Centrão pode dar mais poder a Hugo Motta. Ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, atualmente comanda as indicações. Atual ocupante do cargo, Motta sonha em poder ter esse controle para, efetivamente, comandar o Legislativo (G1)
Até tu, Ciro? Um desses assessores ligados a políticos demitido na sexta (10), foi José Trabulo Junior, indicado pelo presidente do PP, Ciro Nogueira, que era consultor da presidência da Caixa. O senador, apesar da indicação, cobra em público a saída do PP do governo Lula (PT) e se articula para tentar ser o vice do candidato da direita ao Planalto nas próximas eleições (Folha)
Lobby dos ministros por Pacheco. Ministros do STF dizem a Lula em jantar que ‘nome fraco’ vai debilitar a Corte. O presidente Lula recebeu quatro ministros do STF para um jantar na terça (14), no Palácio da Alvorada. Ao contrário do que alguns ministros esperavam, o petista não deu indicações claras sobre o nome que deve enviar ao Senado. Os magistrados ponderaram que o país enfrenta uma realidade preocupante, citaram dados e afirmaram que um “nome fraco” para o STF pode debilitar a Corte (Folha)
Era pra ficar entre nós. Lula reclama de vazamento de reunião com ministros do STF no Palácio da Alvorada e evita discutir sucessor de Barroso; pressão por Pacheco aumenta. Encontro não foi incluído na agenda oficial de Lula (G1)
Só na maciota. Cotados para a vaga no STF apostam em atuação discreta para não irritar Lula. Agendas oficiais dos três possíveis indicados têm sido marcadas por compromissos técnicos e institucionais, sem sinais explícitos de articulação política (O Globo)
Sai Israel, volta Hamas. Após recuo do Exército de Israel, Hamas usa execuções públicas e entra em choque com facções para restabelecer domínio em Gaza. Palestinos mostram sentimentos divididos sobre retorno do grupo ao controle do enclave após dois anos de guerra e temores pelo vácuo de poder


