
A estupidez no comando (por Eduardo Fernandez Silva)
Por que e como permitimos tal degradação de nossos governantes?

O onze de setembro marca a história moderna: primeiro, na derrubada de Allende e as milhares de torturas e mortes que se seguiram; também com os 3.000 mortos em Nova Iorque em 2001. Como reação aos ataques o presidente dos EUA, menos de um mês após, invadiu o Afeganistão, numa guerra que durou vinte anos e matou 6.000 militares norte-americanos, além de dezenas de milhares de afegãos.
Na mesma “guerra ao terror” os EUA, em seguida, com base em mentiras, invadiram o Iraque. Foram mais de 8.000 concidadãos e dezenas de milhares de iraquianos mortos. Adotaram, então, a tortura como método de investigação e declararam a Convenção de Genebra inaplicável ao seu combate.
Noutra linha, logo após o 9/11, aprovaram a Lei Patriota, permitindo a vigilância generalizada dos cidadãos de todos os países pelo governo dos EUA, que, desde então, acusa seus adversários (China e Rússia) de vigiarem seus cidadãos!
A estupidez continuou com Obama, Biden e o Laranja, com o uso intenso de drones para matar pessoas sem qualquer processo judicial, e com as “provas” dessas vinculações ao “terrorismo” mantidas secretas. A estupidez se avoluma ao apoiarem o genocídio perpetrado por Israel em sua busca da “solução final” ao “problema” palestino, eco evidente do que se dizia na Alemanha nazista com relação aos judeus!
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAliaram-se esses genocidas para atacar o Irã, baseado em falsas expectativas, evidenciando estupidez acima do que se poderia esperar!
Segue a estultice no comando, afrontando, sem contestar, as evidências científicas sobre o mal que a queima de petróleo e outros combustíveis fósseis causam a todas as formas de vida. Continua a bestialidade ao desmontar instituições que fornecem dados sobre a saúde, ou falta de, do ambiente em que vivemos e do qual dependemos.
A estupidez no comando não é inevitável; após 1903, Theodoro Roosevelt baseou sua campanha e seu governo numa ideia que hoje nos faz falta: a busca do “acordo justo” (“a square deal”), cujas bases eram três “Cs”: proteção ao Consumidor, regulação das Corporações, e Conservação da natureza.
Por que e como permitimos tal degradação de nossos governantes? Qual “acordo justo” propor e como implantá-lo no atual século?

