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A estupidez no comando (por Eduardo Fernandez Silva)

Por que e como permitimos tal degradação de nossos governantes?

16/06/2026 11:04
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Sandy Huffaker/Getty Images
Bandeiras à meio mastro após o ataque terrorista a Cabul eua Afeganistão guerra

O onze de setembro marca a história moderna: primeiro, na derrubada de Allende e as milhares de torturas e mortes que se seguiram; também com os 3.000 mortos em Nova Iorque em 2001. Como reação aos ataques o presidente dos EUA, menos de um mês após, invadiu o Afeganistão, numa guerra que durou vinte anos e matou 6.000 militares norte-americanos, além de dezenas de milhares de afegãos.

Na mesma “guerra ao terror” os EUA, em seguida, com base em mentiras, invadiram o Iraque. Foram mais de 8.000 concidadãos e dezenas de milhares de iraquianos mortos. Adotaram, então, a tortura como método de investigação e declararam a Convenção de Genebra inaplicável ao seu combate.

Noutra linha, logo após o 9/11, aprovaram a Lei Patriota, permitindo a vigilância generalizada dos cidadãos de todos os países pelo governo dos EUA, que, desde então, acusa seus adversários (China e Rússia) de vigiarem seus cidadãos!

A estupidez continuou com Obama, Biden e o Laranja, com o uso intenso de drones para matar pessoas sem qualquer processo judicial, e com as “provas” dessas vinculações ao “terrorismo” mantidas secretas. A estupidez se avoluma ao apoiarem o genocídio perpetrado por Israel em sua busca da “solução final” ao “problema” palestino, eco evidente do que se dizia na Alemanha nazista com relação aos judeus!

Aliaram-se esses genocidas para atacar o Irã, baseado em falsas expectativas, evidenciando estupidez acima do que se poderia esperar!

Segue a estultice no comando, afrontando, sem contestar, as evidências científicas sobre o mal que a queima de petróleo e outros combustíveis fósseis causam a todas as formas de vida. Continua a bestialidade ao desmontar instituições que fornecem dados sobre a saúde, ou falta de, do ambiente em que vivemos e do qual dependemos.

A estupidez no comando não é inevitável; após 1903, Theodoro Roosevelt baseou sua campanha e seu governo numa ideia que hoje nos faz falta: a busca do “acordo justo” (“a square deal”), cujas bases eram três “Cs”: proteção ao Consumidor, regulação das Corporações, e Conservação da natureza.

Por que e como permitimos tal degradação de nossos governantes? Qual “acordo justo” propor e como implantá-lo no atual século?