Um lado do bumbum maior? Hábitos diários explicam a assimetria

Dominância de um lado do corpo e costumes cotidianos, como cruzar as pernas, moldam o glúteo mais do que os exercícios físicos

atualizado

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Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus
1 de 1 Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus - Foto: ascg Photography/Getty Images

Se você já se olhou no espelho e notou que um lado do bumbum parece mais firme, alto ou projetado que o outro, saiba que não está sozinha — e a “culpa” provavelmente não é do seu treino de pernas. Embora a busca pela simetria perfeita seja comum nas academias, médicos alertam que o corpo humano não é um espelho exato e que o desequilíbrio muscular costuma ser um reflexo direto de como sentamos, paramos e nos movimentamos ao longo do dia.

Entenda

  • Dominância muscular: naturalmente, o corpo utiliza um lado de forma mais eficiente para sustentar peso e realizar esforços, gerando uma base de diferença muscular.

  • Vícios posturais: hábitos como cruzar sempre a mesma perna ou apoiar o peso em apenas um lado do quadril ao ficar em pé moldam o formato dos glúteos com o tempo.

  • Limitação do treino: exercícios físicos podem não corrigir a assimetria se o padrão de movimento do aluno continuar privilegiando um lado sem que ele perceba.

  • Abordagem estética: tratamentos modernos focam no equilíbrio do contorno e no respeito à estrutura individual, em vez de uma busca por igualdade absoluta.

O corpo não é simétrico

A assimetria glútea é, muitas vezes, apenas uma versão mais visível de um padrão que se repete em todo o organismo. De acordo com o médico Chris Lima, especialista em harmonização glútea, braços, pernas e até o rosto apresentam variações de força e formato entre os lados direito e esquerdo.

“A gente tem dominância de um lado. Um lado sustenta mais peso, ativa mais e responde de forma diferente aos estímulos, e isso já cria uma base de diferença muscular”, explica o especialista. Segundo ele, o incômodo estético surge quando essa diferença se torna mais acentuada, mas a origem é funcional.

Mulher fazendo agachamentos com pesos na academia. Metrópoles
Para ter resultados reais, é importante treinar glúteos e posteriores de duas a três vezes por semana

O impacto do estilo de vida

O grande vilão da simetria não costuma ser a falta de agachamentos, mas sim o estilo de vida moderno. Pequenas ações repetitivas, que fazemos de forma automática, funcionam como um “treino invisível” para um lado só do corpo.

“Você cruza sempre a mesma perna, apoia o peso em um lado ao ficar em pé, sobe escada usando mais força de um lado e até na academia repete padrões sem perceber”, detalha Lima.

Com o passar dos meses e anos, essa sobrecarga constante em um dos glúteos altera o volume e a projeção da região.

Perceber uma assimetria no bumbum, com um lado mais alto, mais firme ou mais projetado que o outro, costuma gerar incômodo e a sensação de que algo está errado

Treino resolve o problema?

Muitas pessoas intensificam a carga na musculação na tentativa de igualar os lados, mas o resultado pode ser frustrante. O médico adverte que, se a consciência corporal não for ajustada, o corpo continuará compensando o esforço.

“Muita gente acredita que o treino resolve tudo, mas se o padrão de movimento continua desequilibrado, o resultado também será”, afirma.

Para quem busca tratamento, a medicina estética atual tem mudado o foco. Em vez de tentar criar uma cópia idêntica entre os lados — o que pode parecer artificial —, busca-se equilibrar o contorno respeitando a anatomia de cada paciente.

O especialista conclui com um alerta sobre a autocrítica excessiva: “O corpo não erra. Ele responde exatamente ao que você faz todos os dias”. Portanto, antes de mudar a série na academia, pode ser o momento de observar como você se senta para trabalhar ou como espera o ônibus na calçada.

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