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Vida & Estilo

Pele real: dermatologista comenta sobre movimento contra filtros

Campanha pela naturalidade reduz expectativas irreais de perfeição da pele e promove busca equilibrada por tratamentos estéticos

05/06/2026 13:03
Delmaine Donson via Getty Images
Pele real: dermatologista comenta sobre movimento contra filtros

O movimento de valorização da “pele real” vem promovendo uma mudança importante na percepção estética e na forma como os pacientes chegam ao consultório e percebem suas próprias queixas. Durante anos, as redes sociais reforçaram imagens excessivamente editadas, criando uma ideia irreal de pele perfeita. De acordo com a dermatologista Larissa Oliveira, isso fez com que muitas pessoas passassem a enxergar características naturais, como poros, textura e linhas finas, como defeitos.

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Os filtros digitais alteram profundamente a percepção do que é uma pele normal ao suavizarem texturas, removerem poros e uniformizarem tons, criando uma aparência que não corresponde à realidade biológica. A exposição constante a esse padrão faz com que as pessoas comparem sua imagem real com versões modificadas.

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“Hoje, inclusive, já existe discussão científica sobre o impacto psicológico dessa hiperexposição a imagens editadas, especialmente entre mulheres jovens e adolescentes”, alerta a médica.

Pele real: dermatologista comenta sobre movimento contra filtros - destaque galeria
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A limpeza da pele é essencial para remover impurezas, excesso de oleosidade e maquiagem
O erro mais frequente é acreditar que quanto mais produtos, melhor o resultado
Diversos princípios ativos podem ser usados no skincare
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Skincare

Alto Astral/Reprodução
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Getty Images/Halfpoint Images
Diversos princípios ativos podem ser usados no skincare
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Diversos princípios ativos podem ser usados no skincare

Aleksandra Shamomina/EyeEm/Getty Images

Para equilibrar a aceitação e o cuidado, o segredo é entender que a dermatologia atua para promover saúde, prevenção e bem-estar, sem transformar a estética em uma tentativa de atingir padrões irreais. Os tratamentos fazem sentido quando respeitam a individualidade e têm objetivos coerentes com a realidade do paciente.

Diante disso, Larissa Oliveira aponta que “a tendência atual aponta justamente para abordagens mais naturais, com foco em qualidade da pele, viço e envelhecimento saudável, sem excessos ou descaracterização da aparência”.

Imagem mostra mulher negra, com camiseta branca, sorrindo e passando creme no rosto - pele saudável precisa de nutrientes
A tendência surge como resposta ao impacto negativo dos padrões digitais na autoestima, especialmente entre mulheres jovens

Essa valorização da naturalidade também influencia uma relação mais saudável com o envelhecimento cutâneo, reduzindo a ideia de que envelhecer precisa ser completamente apagado. O cenário atual mostra um movimento crescente em direção a tratamentos sutis que preservam a expressão e a identidade.

“Quando a pele real passa a ser mais aceita socialmente, existe menos pressão para perseguir resultados extremos e mais espaço para escolhas conscientes e equilibradas”, conclui a dermatologista.