Pele real: dermatologista comenta sobre movimento contra filtros
Campanha pela naturalidade reduz expectativas irreais de perfeição da pele e promove busca equilibrada por tratamentos estéticos
atualizado
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O movimento de valorização da “pele real” vem promovendo uma mudança importante na percepção estética e na forma como os pacientes chegam ao consultório e percebem suas próprias queixas. Durante anos, as redes sociais reforçaram imagens excessivamente editadas, criando uma ideia irreal de pele perfeita. De acordo com a dermatologista Larissa Oliveira, isso fez com que muitas pessoas passassem a enxergar características naturais, como poros, textura e linhas finas, como defeitos.
Os filtros digitais alteram profundamente a percepção do que é uma pele normal ao suavizarem texturas, removerem poros e uniformizarem tons, criando uma aparência que não corresponde à realidade biológica. A exposição constante a esse padrão faz com que as pessoas comparem sua imagem real com versões modificadas.
“Hoje, inclusive, já existe discussão científica sobre o impacto psicológico dessa hiperexposição a imagens editadas, especialmente entre mulheres jovens e adolescentes”, alerta a médica.
Para equilibrar a aceitação e o cuidado, o segredo é entender que a dermatologia atua para promover saúde, prevenção e bem-estar, sem transformar a estética em uma tentativa de atingir padrões irreais. Os tratamentos fazem sentido quando respeitam a individualidade e têm objetivos coerentes com a realidade do paciente.
Diante disso, Larissa Oliveira aponta que “a tendência atual aponta justamente para abordagens mais naturais, com foco em qualidade da pele, viço e envelhecimento saudável, sem excessos ou descaracterização da aparência”.

Essa valorização da naturalidade também influencia uma relação mais saudável com o envelhecimento cutâneo, reduzindo a ideia de que envelhecer precisa ser completamente apagado. O cenário atual mostra um movimento crescente em direção a tratamentos sutis que preservam a expressão e a identidade.
“Quando a pele real passa a ser mais aceita socialmente, existe menos pressão para perseguir resultados extremos e mais espaço para escolhas conscientes e equilibradas”, conclui a dermatologista.







