Longevidade: as 3 melhores fontes de proteína para quem passou dos 50

Nutricionista revela quais fontes proteína garantem a manutenção muscular e a saúde cerebral para combater a resistência anabólica

atualizado

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Imagem mostra vários alimentos ricos em proteínas dispostos em uam mesa - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra vários alimentos ricos em proteínas dispostos em uam mesa - Metrópoles - Foto: fcafotodigital/Gettyimages

Ao ultrapassar a marca dos 50 anos, o organismo humano entra em uma fase conhecida como resistência anabólica, onde a construção e manutenção dos músculos se tornam tarefas mais complexas. Segundo a nutricionista Cibele Santos, nesse estágio da vida, a escolha da proteína vai muito além da estética: trata-se de garantir aminoácidos essenciais, como a leucina, que sinalizam ao corpo a necessidade de preservar funções vitais e força física. Para otimizar esse processo, a qualidade e a digestibilidade do que se coloca no prato são fundamentais.

Entenda

  • Perfil de aminoácidos: é crucial consumir proteínas completas que estimulem a síntese muscular de forma eficiente.

  • Saúde cognitiva: algumas fontes proteicas oferecem nutrientes extras que protegem o cérebro e a memória.

  • Digestão facilitada: com a idade, a absorção de carnes pesadas pode diminuir, exigindo opções mais leves.

  • Regra do fracionamento: a distribuição da proteína ao longo do dia é mais importante do que a quantidade total em uma única refeição.

As 3 fontes de ouro para a maturidade

De acordo com Cibele Santos, três alimentos se destacam como aliados estratégicos para a longevidade:

1. O ovo: considerado o padrão-ouro de digestibilidade, o ovo é a proteína de referência. A nutricionista ressalta que o consumo da gema é indispensável, pois nela reside a maior densidade de micronutrientes, incluindo a colina, substância vital para a saúde cerebral.

Bandeja de ovos brancos e marrons
O ovo é considerado uma proteína completa. Ele contém todos os nove aminoácidos essenciais em proporções adequadas e possui alta digestibilidade

2. Peixes de água fria (sardinha e salmão): estas opções oferecem proteína de absorção rápida e são ricas em Ômega-3. Este ácido graxo é uma arma poderosa contra a inflamação sistêmica (processo chamado de inflammaging) e atua como um neuroprotetor contra o declínio cognitivo. A sardinha é destacada como uma alternativa barata e segura contra metais pesados.

Salmão - Metrópoles
O salmão é rico em triptofano e ômega 3

3. Whey protein isolado: engana-se quem pensa que o soro do leite é restrito a frequentadores de academia. Com o surgimento da hipocloridria (redução do suco gástrico) na maturidade, o Whey surge como uma solução clínica. Ele entrega alta concentração de leucina com digestão simplificada, sendo ideal para enriquecer o café da manhã ou o pós-exercício.

Foto colorida de Whey protein - Metrópoles
A matéria-prima principal do suplemento é a proteína do soro do leite

O segredo está na distribuição

Mais do que escolher a fonte certa, a nutricionista alerta para a “Regra da distribuição”. Consumir toda a proteína necessária apenas no jantar é um erro comum. Para manter a síntese proteica ativa, o ideal é fracionar o consumo em pelo menos 25g a 30g de proteína por refeição, garantindo que o corpo receba estímulo constante para a preservação da força e da vitalidade.

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