Hambúrguer na dieta: vilão ou aliado? 5 dicas para comer sem culpa

Especialista explica como o equilíbrio na frequência permite incluir o hambúrguer no processo de emagrecimento

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1 de 1 Foto colorida de dois hambúrgueres - Metrópoles - Foto: Freepik

O hambúrguer deixou de ser apenas um “pecado” do fim de semana para se tornar um pilar do paladar nacional. Só no primeiro trimestre de 2024, 47 milhões de brasileiros consumiram o prato, segundo a Kantar. Mas, com a celebração do Dia Mundial do Hambúrguer em 28 de maio, surge a dúvida: é possível saborear esse ícone sem arruinar a balança? Para a nutricionista Fernanda Lopes, a resposta é positiva, desde que o foco esteja na composição e não apenas no lanche de forma isolada.

Entenda os pontos centrais:

  • Contexto, não isolamento: o hambúrguer só atrapalha o emagrecimento se estiver inserido em uma rotina desregrada e rica em ultraprocessados.

  • Qualidade da proteína: carnes artesanais ou caseiras oferecem controle sobre a gordura, ao contrário das versões industrializadas.

  • Carga calórica oculta: o perigo real costuma estar nos acompanhamentos, como molhos prontos, queijos gordos e bacon.

  • Padrão alimentar: o resultado final do corpo depende da frequência do consumo e do equilíbrio nutricional ao longo da semana.

5 estratégias para não errar na escolha

Conforme orienta Fernanda Lopes, pequenas trocas e observações transformam um “vilão” calórico em uma refeição compatível com o déficit calórico necessário para perder peso.

1. Atenção ao corte da carne

A base do lanche define o seu impacto energético. Carnes industriais costumam ser carregadas de sódio e gordura saturada. “A escolha por carnes mais magras favorece uma melhor distribuição de macronutrientes”, afirma a nutricionista da Six Clinic. Optar por versões artesanais permite um ajuste melhor do valor calórico diário.

2. Cuidado com os “extras”

Muitas vezes, o hambúrguer sozinho não é o problema, mas sim o que vem dentro dele. A combinação de queijos processados e molhos ricos em calorias eleva a densidade energética do prato sem trazer saciedade. O ideal é moderar nesses itens para manter a qualidade nutricional.

hambúrgueres empilhados
O hambúrguer já faz parte do dia a dia dos brasileiros

3. O papel do pão na saciedade

O tipo de pão escolhido dita como seu corpo processa a energia. Pães com baixo teor de fibras causam picos de glicose, gerando fome pouco tempo depois. Já opções com fibras garantem uma absorção lenta, ajudando a manter o controle do apetite por mais tempo.

4. Controle a frequência

O emagrecimento é fruto de um padrão de longo prazo. De acordo com Lopes, repetir refeições de alta densidade calórica com frequência dificulta a manutenção do déficit calórico, mesmo que você se cuide nas outras refeições. O segredo é a moderação.

Quando inserido dentro de uma rotina nutricional equilibrada, o hambúrguer não compromete o emagrecimento

5. Turbine o valor nutricional

Para uma montagem inteligente, a nutricionista sugere incluir folhas e legumes. Além disso, reduzir molhos prontos e preferir proteínas magras melhora a resposta do metabolismo. “Quando essa escolha está inserida em um contexto alimentar organizado, mesmo preparações mais densas em calorias podem fazer parte da estratégia”, finaliza a especialista.

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