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Claudia Meireles

Neurocirurgião explica como picos de glicose afetam saúde do cérebro

Professor pela USP e neurocirurgião, o médico Fernando Gomes esclarece sobre a interferência da glicose no funcionamento do cérebro

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Yurii Yarema/Getty Images
Foto colorida de mulher com as mãos na cabeça - Metrópoles

A glicose é responsável por fornecer energia para as células e órgãos do corpo. Entretanto, quando o açúcar no sangue “sobe” rapidamente na corrente sanguínea, ocorrem os chamados picos glicêmicos. Repetidamente, essa elevação pode prejudicar o funcionamento do cérebro, conforme explica o neurocirurgião Fernando Gomes.

Professor livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o médico esclarece que o cérebro depende de glicose como “principal substrato magnético”, mas isso requer estabilidade metabólica, o que não há ao longo dos picos de glicemia.

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A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo
Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças
A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular
O neurocirurgião enfatiza que picos de glicose repetidos podem afetar o funcionamento cerebral
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O neurocirurgião enfatiza que picos de glicose repetidos podem afetar o funcionamento cerebral

peterschreiber.media/ Getty Images
A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo
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A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo

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Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças
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Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças

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A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular
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A elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular

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O especialista destaca: “As elevações rápidas de glicemia aumentam a produção de espécies reativas de oxigênio, ativam vias inflamatórias e favorecem a formação de produtos finais de glicação avançada, reação química em que o excesso de açúcar se liga a proteínas, como colágeno e elastina.”

De acordo com Fernando, esses mecanismos promovem disfunção endotelial, reduzem a biodisponibilidade de óxido nítrico e comprometem a microcirculação no cérebro.

Ilustração colorida de tronco humano com detalhes na área do cérebro - Metrópoles
O especialista ressalta que a glicose em níveis altos favorece a ativação de vias inflamatórias

O neurocirurgião acrescenta a respeito da glicose elevada aguda ter o potencial de alterar a sinalização da insulina no sistema nervoso central, interferindo na plasticidade sináptica, especialmente no hipocampo, estrutura descrita pelo médico como “essencial” para a memória e ao aprendizado. “O resultado é pior eficiência metabólica neuronal e redução transitória do desempenho cognitivo”, frisa o especialista.

Segundo o médico, a elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular, incluindo o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. “Isso decorre da disfunção endotelial e aterosclerose, que são as placas de gordura no interior das artérias, acelerada”, sustenta.

Foto colorida de médica segurando tablet e mostrando cérebro de paciente - Metrópoles
Fernando Gomes pontua que a elevação rápida e frequente da glicose está associada a maior risco de doença cerebrovascular

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