Fígado: o que não pode faltar para ajudar o órgão a se regenerar
Certos nutrientes são decisivos para dar suporte ao fígado — e podem ser obtidos com escolhas simples na alimentação
atualizado
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O fígado é um dos órgãos mais resilientes do corpo humano. Mesmo após sobrecargas, como má alimentação ou consumo de álcool, ele consegue se recompor — desde que receba o suporte certo. E esse suporte começa, principalmente, pela alimentação.
Para que a regeneração aconteça, o corpo precisa de matéria-prima. É aí que entram as proteínas, fundamentais na reconstrução das células hepáticas. Alimentos como ovos, carnes magras, peixes e leguminosas ajudam a fornecer os aminoácidos necessários para esse processo, funcionando como uma espécie de “tijolo” para a renovação do órgão.

O nutricionista Matheus Maestralle explicou ao Metrópoles que o detox realizado pelo fígado consiste na metabolização e eliminação de toxinas presentes nas substâncias que ingerimos.
“Quando fazemos boas escolhas alimentares, fornecemos nutrientes que estimulam a produção e a ação das enzimas hepáticas responsáveis por esse processo”, emendou o especialista em dietas.
Outro ponto essencial está na ação dos antioxidantes. Vitaminas como C e A ajudam a proteger o fígado contra danos causados por substâncias tóxicas e radicais livres, que se acumulam no organismo. Esses nutrientes aparecem com facilidade em frutas cítricas, vegetais verdes escuros e alimentos de coloração intensa, como cenoura e abóbora.
As vitaminas do complexo B também entram em cena como facilitadoras do metabolismo. Elas participam diretamente da transformação de nutrientes em energia e ajudam o fígado a desempenhar suas múltiplas funções com mais eficiência. Cereais integrais, carnes e leguminosas costumam ser boas fontes.
Além disso, minerais como zinco e selênio reforçam as defesas do organismo e contribuem para reduzir processos inflamatórios. Eles podem ser encontrados em castanhas, sementes, frutos do mar e grãos integrais — opções que, além de nutritivas, são fáceis de incluir na rotina alimentar.
As gorduras boas também merecem atenção. Enquanto o excesso de gordura saturada pode prejudicar o fígado, versões saudáveis — como as presentes no azeite de oliva, no abacate e em peixes ricos em ômega 3 — ajudam a proteger o órgão e a manter seu funcionamento equilibrado.

Por fim, algo básico, mas muitas vezes negligenciado: a água. Manter uma boa hidratação facilita a eliminação de toxinas e contribui para o funcionamento adequado de todo o organismo, incluindo o fígado.
No fim das contas, não existe fórmula milagrosa. O que realmente faz diferença é um conjunto de hábitos consistentes. Comer bem, evitar excessos e manter o corpo hidratado são atitudes simples que, juntas, dão ao fígado as condições ideais para se recuperar e continuar desempenhando suas funções vitais.














