Metabolismo lento existe? Médico revela o que afeta o emagrecimento
Muitas pessoas acreditam que o metabolismo lento é a causa do ganho de peso, mas há outros fatores, como alimentação e hormônios
atualizado
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Você já se sentiu frustrado por seguir uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, mas não ver os resultados desejados na balança? Esse fenômeno, bastante comum entre quem busca emagrecer, é frequentemente atribuído ao “metabolismo lento”. Mas será que esse termo, tão utilizado nas conversas sobre emagrecimento, é realmente a explicação para a dificuldade em perder peso?
O médico Edson Ramuth, especialista em emagrecimento e saúde da mulher, explica o que realmente influencia o gasto de energia do corpo e por que o metabolismo, como muitos pensam, não é o principal vilão.
1. Metabolismo lento: mito ou realidade?
De acordo com Edson Ramuth, o metabolismo não é o grande responsável pelo ganho de peso. “Embora a taxa metabólica basal (TMB), que é o consumo energético do corpo em repouso, varie entre indivíduos, ela não explica sozinha a dificuldade no emagrecimento”, afirma o médico. O principal fator para o aumento de gordura corporal é, na prática, o desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético ao longo do tempo.
2. Adaptação metabólica: o corpo se defende
Após períodos de restrição calórica ou emagrecimento significativo, o corpo pode passar por uma adaptação metabólica. Esse fenômeno ocorre quando o organismo, como mecanismo de defesa, reduz o consumo de energia para preservar suas funções vitais. Isso dificulta a continuidade da perda de peso e exige ajustes nas estratégias de emagrecimento.
3. Fatores que realmente influenciam o gasto energético
Segundo Ramuth, o gasto energético é influenciado por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. A quantidade de massa muscular é fundamental, já que o músculo é um tecido metabolicamente ativo. Além disso, condições hormonais, como disfunções na tireoide ou resistência à insulina, têm um impacto direto na capacidade do corpo de queimar calorias. Fatores como alimentação inadequada, sedentarismo, falta de sono e níveis elevados de estresse também prejudicam a regulação hormonal, favorecendo o acúmulo de gordura.
4. A importância da orientação profissional
Diante da complexidade desses fatores, o acompanhamento profissional é essencial. Ramuth reforça a importância da avaliação clínica para identificar alterações hormonais, metabólicas e comportamentais que podem interferir no ganho de peso. Com base nessa análise, é possível criar uma estratégia individualizada e mais eficaz para a perda de peso. O acompanhamento contínuo ao longo do tempo, segundo ele, é crucial para ajustes mais precisos e para alcançar resultados consistentes.
Embora o termo “metabolismo lento” seja comumente associado à dificuldade de emagrecimento, é importante compreender que o processo de perda de peso é multifatorial. O equilíbrio entre ingestão calórica, gasto energético, hormônios e estilo de vida desempenha um papel muito maior do que o metabolismo sozinho. Para obter resultados duradouros e saudáveis, o suporte médico e o planejamento personalizado são essenciais.




























