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Menopausa pode causar “ombro congelado”? Médico explica

Alterações hormonais na menopausa aumentam risco de dor e rigidez no ombro; ortopedista explica sinais e tratamento

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Foro colorida mulher na menopausa com ombro congelado
1 de 1 Foro colorida mulher na menopausa com ombro congelado - Foto: MICROGEN IMAGES/SCIENCE PHOTO LIBRARY via Getty Images

Dor intensa no ombro e dificuldades para levantar o braço, pentear o cabelo ou até vestir uma blusa têm sido queixas frequentes entre mulheres a partir dos 40 anos. Em muitos casos, esses sintomas surgem durante a menopausa e levantam uma dúvida comum: essa fase da vida pode causar o chamado “ombro congelado”?

Entenda

  • A menopausa não causa o “ombro congelado”, mas pode favorecer seu aparecimento.
  • Alterações hormonais aumentam o risco de inflamação e rigidez no ombro.
  • Dor persistente e dificuldade para levantar o braço não devem ser consideradas normais.
  • O problema pode interferir no trabalho, nas tarefas domésticas e no sono.
  • Diabetes, distúrbios da tireoide, estresse e noites mal dormidas podem agravar o quadro.
  • Diagnóstico precoce e fisioterapia bem orientada ajudam a aliviar a dor e evitar rigidez prolongada.

Segundo o ortopedista Kaleu Costa Nery, a resposta é mais complexa do que um simples sim ou não. A menopausa, por si só, não é a causa direta do “ombro congelado”, mas está associada a mudanças hormonais que podem favorecer o surgimento do problema.

“Nessa fase, o corpo passa por alterações que aumentam o risco de inflamação e rigidez na articulação do ombro, dando a sensação de que ele está travado”, explica o profissional.

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Esse quadro, tecnicamente conhecido como capsulite adesiva, tende a aparecer com mais frequência nessa etapa da vida justamente por conta dessas transformações no organismo.

A dor persistente e a limitação de movimento, no entanto, não devem ser encaradas como algo normal, nem mesmo durante a menopausa. “Dor no ombro que não passa e braço que não sobe não são normais”, alerta o especialista.

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Impactos na rotina

Além do desconforto físico, o problema pode ter impacto direto na rotina. Atividades profissionais, tarefas domésticas e até o sono podem ser prejudicados. Algumas condições associadas, como diabetes, alterações na tireoide, estresse elevado e noites mal dormidas, também podem agravar o quadro e prolongar os sintomas.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. De acordo com Kaleu Costa Nery, quanto mais cedo a mulher busca atendimento médico, maiores são as chances de recuperação. Na maioria dos casos, o tratamento envolve fisioterapia bem orientada, associada ao acompanhamento médico.

“Tratar no início ajuda a aliviar a dor e evita que o ombro fique rígido por muito tempo”, afirma o ortopedista.

A orientação é clara: sinais persistentes de dor e limitação de movimento não devem ser ignorados. Identificar o problema cedo e iniciar o tratamento adequado pode evitar meses de sofrimento e permitir que a mulher atravesse essa fase da vida com mais qualidade e autonomia.

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