Enxaqueca: como a alimentação pode aliviar crises e controlar dores
Especialistas explicam gatilhos, os alimentos que ajudam e os hábitos que reduzem a intensidade e a frequência das crises de enxaqueca

A alimentação pode ajudar no controle da enxaqueca, mas não substitui o tratamento médico. “A doença é genética, com cerca de 180 loci [locais específicos no genoma] que predispõem à enxaqueca, mas fatores hormonais e ambientais também interferem. Estresse, sono irregular e excesso de estímulos tornam as crises mais frequentes e intensas”, explica o neurologista Tiago de Paula.

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Ver todasAlguns alimentos funcionam como gatilhos, outros como cronificadores. “O vinho, por exemplo, é um gatilho. Já café e chocolate são cronificadores: estimulam o cérebro e, em excesso, podem provocar dores de cabeça ou crises de rebote”, detalha Tiago.
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A nutróloga Marcella Garcez complementa: “Algumas pessoas são sensíveis à cafeína e mesmo pequenas doses podem desencadear dores. Quem toma café diariamente pode sentir cefaleia se deixar de tomar por um dia”.
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Dicas para aliviar crises de enxaqueca
Para aliviar crises, os especialistas indicam alimentos ricos em selênio e magnésio, como castanha-do-pará, vegetais verde-escuros, grão de bico, atum e canela. “Evitar fast-food, frituras, comidas gordurosas, bebidas alcoólicas e estimulantes é fundamental. Chás relaxantes, como camomila, hortelã e erva-cidreira, também ajudam”, diz Marcella.
O manejo alimentar funciona melhor aliado ao tratamento clínico. “Além de ajustes na dieta e no estilo de vida, usamos terapias com evidência científica, como toxina botulínica e medicamentos Anti-CGRP. Em casos crônicos, a combinação dessas abordagens é mais eficaz”, explica o neurologista.
“A avaliação individual é essencial para identificar gatilhos e cronificadores, definindo o melhor plano de tratamento para cada paciente e garantindo maior controle das crises”, finaliza a nutróloga.

















