Como o corpo reage quando a glicose no sangue está muito alta
Da sede excessiva à visão turva, entenda os sinais que o organismo emite quando os níveis de açúcar sobem além do ideal
atualizado
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O corpo tem um jeito próprio de avisar quando algo não está bem, e com o açúcar elevado no sangue não seria diferente. O problema é que esses sinais costumam aparecer de forma gradual e muita gente acaba ignorando por semanas ou até meses.
O nutricionista Thyago Nishino destaca que os primeiros sinais costumam incluir sede excessiva, aumento da frequência urinária e sensação de boca seca: “Também podem surgir cansaço intenso, visão embaçada, dor de cabeça e dificuldade de concentração, pois o excesso de glicose interfere no funcionamento celular e na hidratação do organismo.”
“Em alguns casos, há perda de peso inexplicada, aumento do apetite e maior propensão a infecções, especialmente urinárias e de pele”, explica. “Quando a glicose permanece elevada sem controle, esses sintomas tendem a se intensificar e podem evoluir para quadros mais graves.”
E quando a hiperglicemia se mantém por um período prolongado?
Quando a hiperglicemia se prolonga, ocorre resistência à insulina ou redução da sua produção, dificultando a entrada da glicose nas células. “O organismo passa então a utilizar gordura e proteína como fonte alternativa de energia, alterando o metabolismo e, em situações mais graves, podendo levar à produção excessiva de corpos cetônicos”, comenta.
Para o nutricionista, do ponto de vista hormonal, há desequilíbrio entre a insulina e hormônios contra reguladores como glucagon, cortisol e adrenalina, o que mantém a glicose elevada.

“Com o tempo, o excesso de açúcar no sangue danifica vasos sanguíneos e nervos, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, renais, oculares e neurológicas”, destaca Thyago.
Quais hábitos alimentares e comportamentais podem ajudar a prevenir picos de glicose e manter o equilíbrio da taxa de açúcar no sangue?
Thyago salienta que é importante priorizar uma alimentação equilibrada, rica em fibras, vegetais, proteínas magras e carboidratos de baixo índice glicêmico, evitando o excesso de açúcares simples e alimentos ultraprocessados. “Fracionar as refeições ao longo do dia e manter horários regulares também favorece maior estabilidade da glicose.”
Além disso, a prática regular de atividade física melhora a sensibilidade à insulina e auxilia no controle glicêmico. “Manter peso adequado, dormir bem e controlar o estresse são medidas fundamentais para preservar o equilíbrio metabólico e reduzir o risco de elevações persistentes da glicose.”


























