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Médica lista exercícios com potencial de ajudar a reduzir a glicose
A endocrinologista Larissa Pimentel aponta as atividades físicas que tendem a favorecer a redução da glicose, que é o açúcar no sangue
atualizado
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Mestra pela Universidade de Pernambuco, a endocrinologista Larissa Pimentel explicou para a coluna Claudia Meireles, nessa segunda-feira (23/2), se é aconselhável fazer algum exercício físico durante um pico de glicose. Nesta terça-feira (24/2), foi necessário acionar a especialista, mais uma vez, para descobrir se existe atividade com maior potencial de ajudar a reduzir o nível de açúcar no sangue.
De acordo com a médica, os exercícios aeróbicos — como caminhada mais rápida, bicicleta, dança ou natação — costumam oferecer um efeito mais imediato na redução da glicose. Preceptora de endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN), ela cita que o músculo passa a usar o açúcar do sangue como fonte de energia durante a atividade física.
A endocrinologista reforça sobre “não existir um único melhor exercício”. “O ideal é combinar aeróbico com musculação. Quando se ganha massa muscular, o corpo passa a aproveitar melhor a glicose ao longo do dia, não só na hora do treino”, enfatiza. Ela defende que “mais importante do que escolher modalidade, é manter regularidade e respeitar os limites de cada pessoa.”
“Quando se movimenta, o músculo precisa de energia para funcionar. E a principal fonte é a glicose. Isso faz com que o organismo ‘puxe’ esse açúcar do sangue para dentro das células”, esclarece a metabologista. A médica reitera que a prática de atividade física também melhora a sensibilidade à insulina, ajuda no controle do peso e reduz a resistência insulínica.
Titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a especialista frisa que fazer exercícios físicos não só baixa a glicose em determinado momento, mas também contribui para um equilíbrio metabólico mais duradouro. “É um efeito que vai se acumulando, por isso, a constância é tão importante”, endossa Larissa Pimentel.

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