Café clássico: veja como incrementar com métodos de preparo diferentes
O tradicional cafezinho pode ficar ainda mais gostoso se você investir em um método de preparo diferente do que está acostumado

O Brasil é o maior produtor e o segundo maior consumidor de café do mundo. Mas apesar de tanta intimidade com a bebida, a maioria dos brasileiros nunca experimentou o mesmo grão preparado de formas diferentes.

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Ver todasNão é exagero: um café de qualidade preparado no coador e o mesmo café feito na prensa francesa são bebidas distintas, com corpo, textura, aroma e intensidade completamente diferentes. O grão é o mesmo. O que muda é o método, e o método muda tudo.
O coado: o mais brasileiro de todos
O coador é o método mais popular no Brasil, seja o de papel ou o de pano. A lógica é simples: a água quente passa lentamente pelo café moído, extraindo os compostos e caindo no recipiente abaixo. O filtro de papel retém os óleos naturais do grão, o que resulta em uma bebida mais limpa, leve e com sabores mais delicados.
É o método ideal para quem gosta de café suave, aromático e sem resíduos na xícara. Também é o mais acessível, sem necessidade de equipamento especial além do filtro e da chaleira. A desvantagem é que essa mesma leveza pode decepcionar quem prefere corpo e intensidade na xícara.
O espresso: intensidade em doses curtas
O espresso é feito sob alta pressão, forçando água quente pelo café finamente moído em cerca de 30 segundos. O resultado é uma bebida concentrada, encorpada, com aquela camada dourada na superfície que os baristas chamam de crema.

É um método mais técnico e que realmente depende de equipamento específico, uma máquina com pressão adequada. A cafeteira italiana, aquela com rosca que vai no fogão, produz algo parecido, mas que, tecnicamente, não é espresso. É uma alternativa mais acessível para quem quer intensidade sem investir em uma máquina.
Um detalhe que surpreende: por xícara, o café coado tem mais cafeína do que o espresso. Parece contraditório, mas o espresso é mais concentrado em sabor, não necessariamente em cafeína.
A prensa francesa: corpo e textura que o coado não entrega
A prensa francesa funciona por imersão: o café moído fica mergulhado na água quente por cerca de quatro minutos e, em seguida, um êmbolo com filtro de metal separa o pó da bebida. Como não há filtro de papel, os óleos naturais do grão ficam na xícara.
O resultado é um café com muito mais corpo, textura densa e notas que o coado não consegue entregar. É uma bebida que “ocupa” mais a boca, no bom sentido, para quem aprecia isso.

Cold brew: o método para quem quer café sem amargor
O cold brew é feito com água fria ou em temperatura ambiente, deixando o café em infusão por horas, geralmente entre 12 e 24 horas na geladeira. O resultado é completamente diferente de um café quente resfriado: a bebida tem baixa acidez, sabor adocicado naturalmente e praticamente nenhum amargor.
É o método mais democrático para quem diz não gostar de café porque acha amargo. Muitas vezes, o problema não é o café em si, mas a forma de preparo.
Qual é o melhor então?
Não existe o melhor método. Existe o que combina melhor com cada paladar e com a rotina do dia a dia.
A única forma de descobrir o favorito é experimentar. E a boa notícia é que a maioria desses métodos não exige grande investimento. Um coador de pano ou uma prensa francesa custam relativamente pouco e entregam um café bastante satisfatório para a maioria das pessoas.


