Maquiagens com colágeno, ácidos e vitaminas são a nova mania do skincare

Batizada de beauty care, tendência ganhou mais força este ano e promete ser o futuro da indústria cosmética

atualizado 14/08/2020 20:32

mulher negra cuidando da peleFreePik

Primer que ajuda na produção de colágeno. Base com ácidos que rejuvenescem. Batom com vitamina E. Você pode não conhecê-los, mas todos esses produtos certamente terão um lugar em seu nécessaire em um futuro próximo. Apenas este mês, duas populares marcas nacionais anunciaram novidades que aliam maquiagens a funções de tratamento da pele, tendência conhecida como beauty care.

A primeira a chegar às prateleiras foi a linha mais recente da Vult, empresa conhecida pelos preços convidativos. Entre os lançamentos, chama atenção um BB primer multifuncional com efeito blur (que deixa a pele com aparência lisinha) e que promete um “boost” de colágeno. Outro item que cuida enquanto cumpre a função estética foi chamado de Lips On, nome dado ao gloss labial enriquecido com ácido hialurônico.

A Quem disse, Berenice? também aderiu à proposta e criou uma uma base com o mesmo ácido hialurônico e outras vitaminas. Disponível em 12 tonalidades, o item de skincare conta com B5 (pantenol), vitamina E e vitamina B3 (niacinamida), mais FPS60. Outro produto recém-chegado foi um balm com vitamina C na fórmula.

Vida simples

Esses são apenas alguns exemplos de produtos que simplificam a rotina de cuidados com a pele e tem tudo a ver com o skip-care, outro movimento que defende uma beleza natural e processos simplificados. Após a pandemia de coronavírus, quando a simplicidade voltou a entrar em evidência, é natural que o beauty care encontre uma brecha e cresça exponencialmente, pregando justamente o contrário da dezena de etapas que se popularizou com o K-beauty.

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Outro fator preponderante é o resultado mais próximo ao natural que eles garantem oferecer, uma vez que a pele não “sufoca” em camadas e mais camadas de cremes, tônicos, ácidos e afins.

Recentemente, um relatório do Pinterest comprovou que as pesquisas por “beleza natural” na plataforma aumentaram em mais de nove vezes desde o início deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado.

O interesse por vídeos de make naturais, por sua vez, subiu 62%.

Dois em um

Diante de tantas facilidades, o Metrópoles ouviu dermatologistas para entender se um produto “dois em um” pode ser tão efetivo quanto o que foi criado especificamente para determinado fim. Para a dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e American Academy of Dermatology Adriana Isaac, uma das vantagens é a economia que eles representam.

Porém, ela alerta que, muitas vezes, “os ativos acrescentados não estão em concentração adequada para tratamentos mais eficientes, justamente porque a prioridade da maquiagem é manter uma boa textura e uma boa cosmética”. Na visão da especialista, é preciso alinhar expectativas ao que será entregue por essas makes 2.0. “É difícil associar alguns ativos nas fórmulas, como clareadores mais eficazes, sem perder a qualidade na cosmética”, orienta.

Tipo de pele interfere

Colega de profissão, o dermatologista André Moreira levanta ponto semelhante: “Peles oleosas, por exemplo, precisam de ativos que normalizem a hidratação, e alguns produtos são demasiadamente hidratantes. Além disso, não podemos esquecer que quanto mais substâncias há em um produto, maior a chance dele causar alguma alergia.”

Ele ressalta, ainda, que mesmo diante da falta de tempo ou de vontade, alguns rituais não devem ser deixados de lado por quem quer uma pele saudável. “Limpeza com sabonete adequado para o rosto e protetor solar pelo menos três vezes ao dia”, ensina, para começar. O ideal, é claro, é checar com seu médico de confiança todo e qualquer produto de tratamento que queira usar, venha ele junto a uma maquiagem ou não.

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