Beijo queima calorias? Entenda o impacto do ato na saúde física
Especialista explica como a ativação de músculos faciais e a liberação hormonal ao beijar contribuem para o bem-estar e o gasto energético
atualizado
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Neste Dia do Beijo, celebrado em 13 de abril, a ciência por trás do afeto revela que um gesto apaixonado vai muito além da conexão emocional. Segundo o preparador físico Caio Signoretti, a mecânica de um beijo intenso é capaz de elevar a frequência cardíaca a níveis semelhantes aos de atividades físicas leves, promovendo um gasto calórico que, embora não substitua a academia, atua como um aliado da saúde integral.
O ato desencadeia uma “tempestade” neuroquímica, liberando hormônios como dopamina e adrenalina, que impactam diretamente o condicionamento fisiológico momentâneo.
Entenda
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Gasto energético: um beijo apaixonado queima, em média, de 2 a 6 calorias por minuto, dependendo da intensidade da interação.
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Ação muscular: o ato exige a ativação coordenada de dezenas de músculos faciais e pode elevar os batimentos cardíacos a 150 bpm.
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Saúde mental: a prática reduz o cortisol (hormônio do estresse) e estimula substâncias ligadas à felicidade e ao vínculo afetivo.
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Complemento, não substituto: apesar dos benefícios, o beijo é comparado a caminhadas lentas e não substitui exercícios planejados.
A fisiologia do afeto
Embora não possa ser classificado como um treino de alta intensidade, o beijo mobiliza o corpo de forma sistêmica. De acordo com o preparador físico Caio Signoretti, parceiro da Probiótica, a resposta do organismo ao beijo é real. “O beijo pode elevar a frequência cardíaca e liberar hormônios do bem-estar, mas para benefícios cardiovasculares estruturais, é necessário apostar em atividades aeróbicas moderadas a intensas”, pondera o especialista.
Comparativamente, o esforço despendido em uma sessão de beijos mais fervorosos assemelha-se a uma prática branda de alongamento ou a uma dança lenta. O diferencial, contudo, reside na saúde integral, que hoje é compreendida como o equilíbrio entre as dimensões física e emocional.

Estímulo vs. adaptação
Um dos pontos centrais destacados por Signoretti é a diferença entre o movimento cotidiano e o exercício físico estruturado. Enquanto o beijo ajuda a reduzir o sedentarismo e melhora a autoestima, o ganho de força e capacidade respiratória exige o que o profissional chama de “intencionalidade”.
“O exercício físico é planejado para tirar o corpo da zona de conforto com intensidade e regularidade. Atividades do dia a dia envolvem movimento, mas nem sempre atingem a intensidade necessária para estimular o organismo a se adaptar e evoluir”, explica o preparador físico.

Redução do estresse e longevidade
Para além das calorias, o impacto do beijo na regulação do cortisol é um dos seus maiores trunfos para a longevidade. O estresse crônico é um dos principais sabotadores da saúde física, e a conexão emocional proporcionada pelo beijo favorece respostas fisiológicas mais saudáveis, como a melhora na qualidade do sono.
Em suma, o diagnóstico do especialista é positivo: beijar é essencial para a manutenção dos laços sociais e do equilíbrio psicológico. O segredo para uma vida saudável, portanto, parece estar na combinação de uma rotina estruturada de exercícios com as doses generosas de afeto que o Dia do Beijo celebra.
