Após desabafo de Rafa Kalimann, psicóloga revela 10 sinais de burnout
Em uma desabafo, Rafa Kalimann afirmou sofrer com burnout; uma psicóloga explica mais sobre a síndrome e sinais do quadro

Rafa Kalimann revelou que enfrenta um período de burnout após um mês intenso de compromissos na vida pessoal e profissional. Em um desabafo nas redes sociais, a influenciadora contou que sentiu uma queda na adrenalina depois da Festa do Peão de Barretos.
Segundo a psicóloga Denise Milk, a síndrome está relacionada ao estresse crônico no contexto de trabalho e têm três dimensões principais: esgotamento, maior distanciamento ou negatividade em relação ao trabalho e sensação de redução da eficácia profissional. Em geral, é causada por vários episódios, e não uma situação isolada.

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Ver todas“Excesso de demandas, jornadas prolongadas, pressão constante por resultados, pouca autonomia, falta de reconhecimento ou suporte, conflitos, insegurança e dificuldade de estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal podem contribuir”, afirma.

Como diferenciar estresse e burnout?
De acordo com a profissional, a diferença entre episódios de burnout e de estresse está na intensidade, na persistência e no impacto sobre a vida da pessoa. “Um período mais exigente pode gerar cansaço, irritabilidade e necessidade de descanso, mas existe uma tendência de recuperação quando a demanda diminui”, diz.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo“No burnout, essa recuperação já não acontece da mesma forma. A pessoa pode descansar e continuar se sentindo profundamente esgotada, sem energia e com dificuldade para se reconectar ao trabalho”, complementa.
Para ela, no caso de mulheres, como Rafa Kalimann, a situação pode piorar por conta da carga mental que muitas delas carregam, por vezes sozinha e em silêncio. “Pesquisas mostram desigualdades importantes na distribuição do trabalho doméstico e de cuidado e associam essa sobrecarga a piores indicadores de saúde mental entre mulheres.”
Dez sinais de alerta, segundo uma psicóloga:
- Exaustão persistente;
- Irritabilidade frequente;
- Isolamento;
- Dificuldade de concentração;
- Alterações importantes no sono;
- Perda de energia;
- Sensação de incapacidade diante de tarefas que antes eram administráveis;
- Distanciamento emocional do trabalho;
- Queda no desempenho;
- Dificuldade de se recuperar mesmo depois de períodos de descanso.
“Não é necessário esperar chegar ao limite para buscar ajuda. Quando o sofrimento começa a comprometer de forma persistente o trabalho, as relações, o sono ou a capacidade de viver a rotina, já existe motivo suficiente para procurar avaliação profissional”, pondera a psicóloga.

O mais recomendado, em casos como esse, é buscar aconselhamento profissional o mais rapidamente possível. A saúde mental não deve ser negligenciada.



