Após 30 dias, cantor Leonardo voltou a beber; entenda os impactos no corpo
A médica Sandra Fernandes revelou se as vantagens de excluir o álcool da rotina, como fez Leonardo, são "anuladas" com o fim da abstinência

O cantor Leonardo assumiu a missão de ficar 30 dias sem beber após exames apontarem alteração nos triglicérides, gordura que circula no sangue e serve como reserva de energia para o organismo. Para alegria do sertanejo, a “promessa” terminou na última segunda-feira (28/9). Contudo, fica a pergunta: com o fim da abstinência, os benefícios conquistados são anulados? De acordo com a médica Sandra Fernandes, a resposta depende de vários fatores.

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Ver todasEm entrevista, a professora de nutrologia da Afya Educação revelou que as mudanças que acontecem no corpo de um indivíduo que voltou a ingerir bebidas alcoólicas estão relacionadas à quantidade e à frequência do consumo.
“Um episódio isolado não faz o organismo simplesmente ‘voltar à estaca zero’. Por outro lado, se houver retorno ao consumo frequente ou excessivo, parte dos benefícios, como melhora da pressão, triglicerídeos, sono, peso e redução da sobrecarga hepática, pode progressivamente ser perdida”, comenta Sandra Fernandes.

Leonardo volta a beber após 30 dias: saiba o que acontece no corpo
Se por um lado, deixar o hábito de beber melhora os índices de saúde, o retorno para a “vida da cachaça” pode diminuir o nível de tolerância ao álcool.
“Isso significa que a quantidade que anteriormente provocava determinado efeito pode produzir uma resposta mais intensa depois de algumas semanas sem beber”, observa a médica Sandra Fernandes.

Com o corpo se adequando à nova realidade, a especialista orienta que não é adequado presumir que a pessoa possa retomar exatamente a mesma quantidade que consumia antes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo“Ela pode apresentar embriaguez, sonolência, alteração da coordenação e do julgamento com doses menores do que estava acostumada”, destaca.
A resistência, no entanto, pode diminuir quando a pessoa mantém o mesmo ritmo e constância com a bebida.
“Isso não representa uma adaptação saudável: tolerar maiores quantidades de álcool não significa que fígado, cérebro, coração e outros órgãos estejam protegidos dos seus efeitos”, alerta.



