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Saúde

Variações na pressão aumentam risco de morte e AVC, sugere estudo

Oscilações na pressão ao longo do tempo elevam risco de morte e AVC, mesmo em pessoas com níveis médios dentro do recomendado

29/09/2026 10:20, atualizado 29/09/2026 10:31
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Ilustração colorida de raio-x de humano com mancha vermelha no crânio que simula AVC - Metrópoles.

As oscilações na pressão arterial ao longo do tempo podem estar associadas a maior risco de morte e de acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão vem de uma análise com mais de 57 mil participantes do UK Biobank, no Reino Unido.

O estudo acompanhou os voluntários por cerca de cinco anos e avaliou como a pressão variava entre diferentes consultas. Os resultados foram apresentados na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, realizada em Milão, que acontece entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro.

O que mostram os dados

Os pesquisadores observaram que quanto maior a variação da pressão entre as medições, maior foi o risco de morte por qualquer causa. Essa relação apareceu em diferentes formas de medir a pressão, como a sistólica e a diastólica, e se manteve mesmo após considerar fatores como a média da pressão e os níveis de glicose no sangue.

A cada aumento na variação da pressão sistólica, o risco de morte cresceu 11%. No caso da pressão diastólica, o aumento foi de 8%.

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As oscilações também foram associadas ao risco de AVC. A probabilidade do evento foi maior entre pessoas com maior variação da pressão diastólica e da pressão média ao longo do tempo.

Variações na pressão aumentam risco de morte e AVC, sugere estudo - destaque galeria
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O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico
Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar
O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro
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O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro

Agência Brasil
O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico
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O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico

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Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
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Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala

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O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
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Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
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Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC
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Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes
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Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes

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Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC
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Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC

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Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados
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Relação com diabetes

O estudo também analisou a combinação entre variação da pressão e níveis de açúcar no sangue. Pessoas com diabetes tipo 2 e maior oscilação da pressão sistólica apresentaram risco quase três vezes maior de morte em comparação com aquelas com glicose normal e pressão mais estável.

Entre participantes com pré-diabetes, a combinação com maior variação da pressão também foi associada a aumento do risco.

Segundo os autores, esses resultados não permitem separar completamente o efeito de cada fator, já que envolvem tanto a glicose quanto a pressão.

Como o estudo foi feito

A pesquisa incluiu 57.611 pessoas com idade média de 55 anos. Todas tiveram a pressão medida no início e em pelo menos uma consulta posterior. Os cientistas analisaram o quanto esses valores mudaram entre as visitas.

Durante o acompanhamento, 571 participantes tiveram AVC e 1.460 morreram. Também foram avaliados casos de demência, mas não houve associação consistente com a variação da pressão.

Os autores destacam que o estudo mostra uma associação, mas não prova que as oscilações da pressão causem diretamente esses problemas. Ainda assim, os dados indicam que acompanhar não só a média, mas também a estabilidade da pressão ao longo do tempo pode ajudar a identificar pessoas com maior risco.