Adeus, pochete! Veja 5 estratégias para reduzir a gordura visceral

Endocrinologista Fernanda Parra detalha cinco medidas sustentadas pela ciência para diminuir a gordura abdominal mais nociva

atualizado

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Foto colorida de crpor feminina evidenciando a gordura abdominal - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de crpor feminina evidenciando a gordura abdominal - Metrópoles. - Foto: Science Photo Library / Getty Images

A gordura visceral — aquela que se instala entre os órgãos na região abdominal — é hoje um dos principais fatores de risco para o desequilíbrio metabólico. Diferentemente da gordura subcutânea, que fica sob a pele, essa age como um verdadeiro órgão inflamatório, elevando a probabilidade de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, resistência à insulina e até alguns tipos de câncer.

“É uma gordura metabolicamente ativa, que interfere no funcionamento do organismo”, explica a endocrinologista Fernanda Parra. A boa notícia é que ela pode ser reduzida — e com métodos respaldados pela ciência.

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A seguir, as cinco estratégias mais eficientes para combater a gordura visceral, segundo a especialista:

1. HIIT para potencializar a queima em menos tempo

Estudos citados por Fernanda mostram que treinos intervalados de alta intensidade superam o aeróbico contínuo na redução da gordura visceral. O HIIT acelera o metabolismo mesmo após o fim da atividade, ampliando o gasto calórico total. Pesquisas publicadas no Journal of Obesity apontam quedas significativas após cerca de 12 semanas de prática.

Obesidade infantil, obesidade genética, gordura abdominal
Estudos publicados no Journal of Obesity indicam reduções significativas dessa gordura após 12 semanas de prática regular de HIIT

2. Reduzir açúcar e ultraprocessados é fundamental

Cortar o açúcar refinado e limitar ultraprocessados continua entre as medidas mais eficazes. Alimentos ricos em frutose, farinhas brancas e açúcares simples favorecem o acúmulo dessa gordura. Uma dieta baseada em itens naturais, com fibras e baixo índice glicêmico, melhora a sensibilidade à insulina — e pode reduzir a gordura visceral em até 20% em poucas semanas.

3. Sono de qualidade ajuda a controlar o abdômen

Noites mal dormidas desregulam hormônios ligados ao apetite e ao estresse, como cortisol e grelina. Dormir entre 7 e 8 horas por noite, destaca a médica, é essencial para evitar o armazenamento na região abdominal. Já o hábito frequente de dormir menos de seis horas favorece seu acúmulo ao longo do tempo.

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4. Estresse crônico também pesa no metabolismo

Quando é constante, o estresse eleva o cortisol — e com isso aumenta o depósito de gordura no abdômen. Práticas como meditação, yoga e exercícios de respiração ajudam a equilibrar o hormônio. Evidências sugerem que o mindfulness pode reduzir tanto o cortisol plasmático quanto a circunferência abdominal.

5. Avaliar hormônios e parâmetros metabólicos

Mesmo com hábitos saudáveis, a gordura visceral pode persistir. Nessas situações, Parra recomenda investigar possíveis desequilíbrios, como resistência à insulina ou alterações na tireoide e nos hormônios sexuais. O acompanhamento médico permite ajustar o tratamento. Nutrientes como vitamina D, magnésio, ômega 3 e coenzima Q10 também têm mostrado efeito positivo na regulação metabólica e na redução de inflamações.

Eliminar gordura visceral exige consistência, não soluções milagrosas. “Mais do que perder peso, o foco deve ser ganhar saúde metabólica”, reforça a endocrinologista.

 

 

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