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Saúde

Variante do coronavírus da Índia é mais transmissível, afirma OMS

Versão do vírus em circulação no país foi classificada como variante de preocupação, mas, até aqui, não ameaçaria eficácia de vacinas

10/05/2021 15:15, atualizado 10/05/2021 15:18
OMS/Reprodução
Maria Van Kerkhove na OMS

Dados preliminares enviados à Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a variante B.1617 do coronavírus, originada na Índia, tem capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus. A informação foi divulgada por Maria Van Kerkhove, líder técnica da resposta à pandemia de Covid-19 da agência internacional, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10/05).

Questionados sobre a classificação de “variante de preocupação” atribuída à cepa indiana B.1617, os diretores da OMS reforçaram que o monitoramento e sequenciamento genético dos vírus tem sido feito, e as informações indicam que a variante indiana tem capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus. 

Segundo a cientista chefe da entidade, Soumya Swaminathan, até onde se sabe, as vacinas contra a Covid-19 e tratamentos disponíveis são eficazes contra a cepa indiana. Ela ressaltou, no entanto, que as evidências ainda são recentes e é importante “dar tempo” para que mais dados sobre a variante B.1617 sejam coletados.

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Diplomacia das vacinas
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que a diplomacia das vacinas – o uso de vacinas para aumentar a influência e conquistar aliados – não são o melhor caminho para interromper a pandemia mundial. “A única chance que temos para dar fim a essa pandemia é pela cooperação. Não vamos conseguir pela competição de recursos ou por tentativas de obtenção de vantagens geopolíticas”, afirmou Tedros. 

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“A velocidade para acabarmos com a pandemia de Covid-19 e quantas irmãs e irmãos perderemos ao longo do caminho dependem da rapidez e da justiça com que vacinaremos uma proporção significativa da população mundial e da consistência com que todos nós seguirmos medidas comprovadas de saúde pública” reforçou o diretor-geral.