Terapia cardíaca dos anos 1970 pode melhorar memória em casos de Alzheimer
Estudo mostra que estímulo à circulação nas pernas também afeta o cérebro e pode ajudar pacientes com Alzheimer a preservar função cognitiva

Um tratamento não-invasivo para lidar com insuficiência cardíaca criado nos anos 1970 pode ajudar a melhorar a memória em pacientes com Alzheimer. A contrapulsação externa aprimorada (EECP) comprime as pernas e glúteos para estimular a circulação sanguínea para o coração, mas também pode melhorar o fluxo de sangue no cérebro.
Um estudo publicado em maio na revista American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias mostra que passar pelo tratamento várias vezes por semana pode ser benéfico para pacientes nos primeiros estágios de demência.

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Ver todas“Cerca de 78% dos pacientes com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer em estágio inicial apresentaram melhora em relação ao seu nível basal após seis meses desse tratamento não invasivo”, explica o principal autor do estudo Jack Juni. Segundo ele, em média, os participantes ganharam cinco pontos em escala cognitiva, uma melhora equivalente a dois anos de função perdida.
Participaram do estudo 190 pacientes com comprometimento cognitivo médio ou início de Alzheimer. Metade deles passou pelo tratamento com EECP, enquanto a outra metade usou um placebo. Todos fizeram teste de memória, atenção, linguagem e lógica, assim como provas de habilidades diárias, como se vestir, comer e cuidar da casa.
O estudo é inicial e envolveu poucos voluntários, por isso deve ser repetido em grupos maiores para validar os resultados. No Brasil, a EECP é pouco comum e disponível em poucos centros cardiológicos particulares.
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