Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Terapia cardíaca dos anos 1970 pode melhorar memória em casos de Alzheimer

Estudo mostra que estímulo à circulação nas pernas também afeta o cérebro e pode ajudar pacientes com Alzheimer a preservar função cognitiva

21/10/2026 18:16
Getty Images
Foto colorida de mão feminina em perna - Metrópoles

Um tratamento não-invasivo para lidar com insuficiência cardíaca criado nos anos 1970 pode ajudar a melhorar a memória em pacientes com Alzheimer. A contrapulsação externa aprimorada (EECP) comprime as pernas e glúteos para estimular a circulação sanguínea para o coração, mas também pode melhorar o fluxo de sangue no cérebro.

Um estudo publicado em maio na revista American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias mostra que passar pelo tratamento várias vezes por semana pode ser benéfico para pacientes nos primeiros estágios de demência.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

“Cerca de 78% dos pacientes com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer em estágio inicial apresentaram melhora em relação ao seu nível basal após seis meses desse tratamento não invasivo”, explica o principal autor do estudo Jack Juni. Segundo ele, em média, os participantes ganharam cinco pontos em escala cognitiva, uma melhora equivalente a dois anos de função perdida.

Participaram do estudo 190 pacientes com comprometimento cognitivo médio ou início de Alzheimer. Metade deles passou pelo tratamento com EECP, enquanto a outra metade usou um placebo. Todos fizeram teste de memória, atenção, linguagem e lógica, assim como provas de habilidades diárias, como se vestir, comer e cuidar da casa.

O estudo é inicial e envolveu poucos voluntários, por isso deve ser repetido em grupos maiores para validar os resultados. No Brasil, a EECP é pouco comum e disponível em poucos centros cardiológicos particulares.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência