Síndrome rara faz instrutora de pilates ficar dois anos sem urinar

Zoe McKenzie não consegue esvaziar a bexiga naturalmente, pois músculos de sua uretra se retraem quando ela sente vontade de ir ao banheiro

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atualizado 02/09/2019 19:43

Imagine sentir vontade de ir ao banheiro por dois anos sem conseguir. A britânica Zoe McKenzie, 27 anos, viveu essa agonia até ser diagnosticada com síndrome de Fowler, uma condição em que o esfíncter urinário não relaxa, impedindo a passagem da urina. O problema é raro e acomete especialmente mulheres entre 20 e 40 anos, causando a retenção de urina de maneira intermitente ou completa.

No caso de Zoe, tudo começou em 2016, quando a instrutora de pilates morava em Sydney, Austrália, e passou a sentir dores ao urinar. Em um primeiro momento, ela foi atendida por um clínico geral que diagnosticou uma cistite (infecção e/ou inflamação da bexiga). No entanto, todos os testes feitos deram negativo para o problema.

Zoe começou a se preocupar de verdade quando não conseguia urinar mais que 300 ml por dia. Para efeito de comparação, um adulto costuma urinar de 800 ml a 2 litros diariamente. Sentindo sintomas semelhantes aos de uma gripe, além de uma forte dor na barriga e tonturas, ela decidiu retornar ao Reino Unido para se tratar.

Lá, foi atendida no Hospital Addenbrookes, em Cambridge. Testes de urodinâmica foram feitos para avaliar quão bem a bexiga, os músculos e a uretra retinham e liberavam a urina. A sensação, de acordo com ela, era de que, quanto mais cheia a bexiga ficava, mais forte os músculos se fechavam.

Os médicos, então, detectaram uma anormalidade no esfíncter uretral dela, que regula o fluxo de urina da bexiga para a uretra, e a diagnosticaram com a síndrome de Fowler.

Há dois anos, Zoe precisa usar um cateter para que a urina seja retirada de sua bexiga. Ela mesma insere o tubo flexível no corpo, que coleta a urina e a armazena em uma bolsa externa. A vontade de ir ao banheiro, contudo, nunca passou completamente. Ao Daily Mail, a moça disse sentir tanta vontade de ir ao banheiro que às vezes é como se estivesse “enjoada”.

Apesar de conseguir esvaziar a bexiga, o método não é nem um pouco prático – especialmente em banheiros públicos. As noites também se tornaram um problema, pois Zoe precisava acordar para esvaziar a bolsa.

Em dezembro, o cateter foi substituído por um permanente. Agora, Zoe aguarda por um modulador do nervo sacral, um dispositivo que corrigirá as mensagens de suas vias nervosas por meio de pequenos pulsos elétricos. (Com informações do Daily Mail)

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