Estudo: vacina da Janssen e Sputnik são menos eficazes contra Ômicron

Fórmula da Sinopharm também não mostrou efeito neutralizante frente à nova variante Ômicron. Pesquisa reforça importância do reforço

atualizado 17/12/2021 11:42

vacina da janssen, coloridaCarlos Bassan/Fotos Públicas

Um estudo feito pela empresa Humabs Biomed em parceria com a Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostra que as vacinas da Janssen, a Sputnik V e o imunizante da Sinopharm não possuem efeito neutralizante contra a variante Ômicron do coronavírus. A pesquisa ainda não foi publicada em revista científica e nem revisada por especialistas.

O levantamento mostra ainda que as vacinas da Moderna, AstraZeneca e Pfizer têm redução considerável nos anticorpos neutralizantes frente à nova cepa, mas ainda possuem alguma efetividade para proteger o paciente.

Os imunizantes geram vários tipos de defesa no organismo, e a pesquisa analisou apenas os anticorpos neutralizantes. Por isso, apesar da baixa, as fórmulas podem continuar oferecendo proteção ao paciente vacinado.

Segundo os cientistas, pessoas que já tiveram Covid-19 além de terem completado o ciclo vacinal tiveram doença mais leve quando contaminados pela Ômicron, reforçando a importância da terceira dose de reforço.

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A pesquisa também analisou a eficácia de medicamentos contra o coronavírus quando o paciente está infectado pela Ômicron. Os remédios da GSK e Vir Biotech (sotrovimab) tiveram queda na proteção, enquanto o Regeneron e o produto da Eli Lilly (aprovados pela Anvisa para uso no Brasil) perderam completamente o poder neutralizante.

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