Moderna: supervariante pode surgir com combinação de Ômicron e Delta

Em casos raros, pessoas podem ser infectadas ao mesmo tempo pelas duas variantes, produzindo uma nova versão do vírus

atualizado

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O coronavírus
1 de 1 O coronavírus - Foto: NIAID/Flickr

A alta circulação das variantes Ômicron e Delta do novo coronavírus, em alguns países, pode resultar no surgimento de uma nova supervariante nas próximas semanas, segundo alertou o diretor médico da Moderna, Paul Burton.

O fenômeno pode ocorrer se uma pessoa for infectada ao mesmo tempo pelas duas variantes e elas conseguirem atacar a mesma célula. Neste caso, pode ocorrer um evento de recombinação, quando os dois vírus trocam seus DNAs, gerando uma nova versão do vírus. Esta pode ser mais ou menos perigosa.

Saiba mais sobre a variante Ômicron do coronavírus:

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu o alerta sobre a nova variante em 24 de novembro
A Ômicron assusta os pesquisadores por ter muitas mutações, mais do que as outras variantes identificadas até o momento
São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células
Os cientistas alertam que não há como saber ainda se as mutações tornaram o vírus mais letal ou mais resistente ao sistema imunológico
Até o momento, não há muitas informações sobre a variante na prática. Porém, pesquisadores da África do Sul acreditam que o risco de reinfecção aumenta 2,4 vezes em quem teve Covid-19
A variante Ômicron foi identificada na África do Sul, com amostras colhidas no início de novembro de 2021
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A variante Ômicron foi identificada na África do Sul, com amostras colhidas no início de novembro de 2021

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu o alerta sobre a nova variante em 24 de novembro
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu o alerta sobre a nova variante em 24 de novembro

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A Ômicron assusta os pesquisadores por ter muitas mutações, mais do que as outras variantes identificadas até o momento
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A Ômicron assusta os pesquisadores por ter muitas mutações, mais do que as outras variantes identificadas até o momento

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São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células
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São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células

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Os cientistas alertam que não há como saber ainda se as mutações tornaram o vírus mais letal ou mais resistente ao sistema imunológico
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Os cientistas alertam que não há como saber ainda se as mutações tornaram o vírus mais letal ou mais resistente ao sistema imunológico

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Até o momento, não há muitas informações sobre a variante na prática. Porém, pesquisadores da África do Sul acreditam que o risco de reinfecção aumenta 2,4 vezes em quem teve Covid-19
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Até o momento, não há muitas informações sobre a variante na prática. Porém, pesquisadores da África do Sul acreditam que o risco de reinfecção aumenta 2,4 vezes em quem teve Covid-19

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Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas
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Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas

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Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa
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Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa

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Estudos reforçam a necessidade da vacinação contra a Ômicron
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Estudos reforçam a necessidade da vacinação contra a Ômicron

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Casos como este são raros, especialmente em locais onde uma variante se torna dominante, impedindo que outra se propague. Há apenas três registros de cepas da Covid-19 criadas a partir da troca de genes.

No entanto, o cientista chama atenção ao fato de o Reino Unido enfrentar ao mesmo tempo a quarta onda da pandemia provocada pela variante Delta e o aumento rápido de casos relacionados à Ômicron, o que aumenta as chances da recombinação.

Segundo Burton, este cenário “certamente poderia” levar ao surgimento de uma variante mais perigosa.

“Certamente há dados (que indicam a possibilidade). Houve alguns artigos publicados na África do Sul antes da pandemia, quando as pessoas – e certamente as pessoas imunocomprometidas – podem abrigar os dois vírus”, disse Burton a parlamentares do Comitê de Ciência e Tecnologia do Reino Unido.

“Isso seria possível aqui, principalmente devido ao número de infecções que estávamos observando”, continuou.

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