Anvisa libera uso emergencial de segundo coquetel contra a Covid-19
Bamlanivimabe e etesevimabe, que são usados nos EUA desde fevereiro, têm o objetivo de evitar o desenvolvimento de casos graves

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial do coquetel de remédios bamlanivimabe e etesevimabe contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
A combinação atua para evitar casos graves da infecção pelo coronavírus em adultos e crianças. Os remédios não são recomendados para pessoas que estejam com suporte ventilatório.

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Ver todasOs medicamentos, produzidos pela farmacêutica Eli Lilly, são feitos de anticorpo monoclonal, ou seja, proteínas feitas em laboratório que imitam o sistema imunológico e ajudam o organismo a lutar contra o coronavírus.
Na prática, o bamlanivimabe e o etesevimabe atacam a proteína spike do coronavírus, evitando que o microrganismo invada as células do corpo. Esse é o segundo coquetel aprovado para o tratamento da Covid-19.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo votar pela liberação do uso, a diretora da Anvisa Meiruze de Sousa Freitas (foto em destaque) afirmou que a aplicação do medicamento deve ser monitorada clinicamente e os pacientes precisarão ficar em observação por pelo menos uma hora.
Os profissionais do órgão usaram o relatório técnico da agência reguladora americana (FDA) para nortear a avaliação.
A Anvisa recebeu em 30 de março o pedido de uso emergencial dos medicamentos, que foram aprovados para uso emergencial nos Estados Unidos no começo de fevereiro.
Primeiro coquetel
Em abril, a Anvisa aprovou o primeiro coquetel contra a Covid-19. Os medicamentos casirivimabe e imdevimabe foram liberados para o tratamento.
Os estudos mostram que o uso do coquetel reduziu em 70,4% o tempo de internações e o número de mortes em pacientes ambulatoriais sintomáticos.
Segundo o laboratório Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, a medicação funcionaria como um coquetel de anticorpos.
Primeiro remédio
Em 12 de março, a Anvisa liberou o rendesevir para tratar a Covid-19. O antiviral foi o primeiro medicamento aprovado para uso em pacientes hospitalizados. Ele não é vendido em farmácias.
Com o registro, o rendesevir é administrado via injetável e exclusivamente em hospitais. A medida é para que o paciente seja monitorado. Segundo a agência reguladora, o remédio não cura, mas reduz o tempo de internação.
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