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Brasil

Anvisa libera uso emergencial de segundo coquetel contra a Covid-19

Bamlanivimabe e etesevimabe, que são usados nos EUA desde fevereiro, têm o objetivo de evitar o desenvolvimento de casos graves

13/05/2021 14:45, atualizado 13/05/2021 16:47
Igo Estrela/Metrópoles
Coletiva de imprensa sobre alterações no Guia de Uso Emergencial de Vacinas contra a Covid-19 na ANVISA em Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial do coquetel de remédios bamlanivimabe e etesevimabe contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A combinação atua para evitar casos graves da infecção pelo coronavírus em adultos e crianças. Os remédios não são recomendados para pessoas que estejam com suporte ventilatório.

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Os medicamentos, produzidos pela farmacêutica Eli Lilly, são feitos de anticorpo monoclonal, ou seja, proteínas feitas em laboratório que imitam o sistema imunológico e ajudam o organismo a lutar contra o coronavírus.

Na prática, o bamlanivimabe e o etesevimabe atacam a proteína spike do coronavírus, evitando que o microrganismo invada as células do corpo. Esse é o segundo coquetel aprovado para o tratamento da Covid-19.

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Ao votar pela liberação do uso, a diretora da Anvisa Meiruze de Sousa Freitas (foto em destaque) afirmou que a aplicação do medicamento deve ser monitorada clinicamente e os pacientes precisarão ficar em observação por pelo menos uma hora.

Os profissionais do órgão usaram o relatório técnico da agência reguladora americana (FDA) para nortear a avaliação.

A Anvisa recebeu em 30 de março o pedido de uso emergencial dos medicamentos, que foram aprovados para uso emergencial nos Estados Unidos no começo de fevereiro.

Primeiro coquetel

Em abril, a Anvisa aprovou o primeiro coquetel contra a Covid-19. Os medicamentos casirivimabe e imdevimabe foram liberados para o tratamento.

Os estudos mostram que o uso do coquetel reduziu em 70,4% o tempo de internações e o número de mortes em pacientes ambulatoriais sintomáticos.

Segundo o laboratório Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, a medicação funcionaria como um coquetel de anticorpos.

Primeiro remédio

Em 12 de março, a Anvisa liberou o rendesevir para tratar a Covid-19. O antiviral foi o primeiro medicamento aprovado para uso em pacientes hospitalizados. Ele não é vendido em farmácias.

Com o registro, o rendesevir é administrado via injetável e exclusivamente em hospitais. A medida é para que o paciente seja monitorado. Segundo a agência reguladora, o remédio não cura, mas reduz o tempo de internação.

Saiba como o coronavírus ataca o corpo humano:

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