Entenda a fome oculta: ela atinge tanto pessoas magras como gordas
A OMS estima que a cada 4 pessoas no mundo uma possui a condição, caraterizada pela falta de nutrientes essenciais ao funcionamento do corpo
atualizado
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A fome oculta é a carência de um ou mais micronutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo. Ou seja, vitaminas e minerais responsáveis pela produção de enzimas, hormônios e até para a proteção do sistema imunológico. Apesar de pouquíssimo conhecida, a condição atinge uma em cada quatro pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nesses casos, a desnutrição não tem a ver com magreza ou peso baixo. A falta de nutrientes pode acometer qualquer pessoa, especialmente aquelas com maus hábitos alimentares. Segundo a nutricionista Shirlei de Jesus, da clínica Viver Pró-Nutrição, mesmo ingerindo a quantidade diária recomendada de calorias, ou até mais do que o indicado, é possível desenvolver o quadro. “Uma dieta rica em alimentos industrializados, sem ingestão de frutas, legumes e verduras, que são as fontes de vitaminas e minerais, pode desencadear a condição”, explica Shirlei.
O grande obstáculo, no entanto, é a falta de sintomas. Normalmente, a deficiência não apresenta alterações físicas, dificultando o diagnóstico. Isso significa que tanto pessoas magras como as acima do peso podem ter a fome oculta. O diagnóstico, então, depende de exames de sangue. “A doença pode ter danos irreparáveis, principalmente relacionados ao desenvolvimento físico e mental das crianças”, reforça a nutricionista.
A deficiência nutricional pode causar inúmeras doenças, algumas até graves. Veja o que a falta de cada vitamina desencadeia:
- Vitamina A: alteração no sistema imunológico e problemas de visão;
- Vitamina D: prejuízo na absorção do cálcio;
- Ácido fólico e ferro: prejuízos no crescimento e desenvolvimento das crianças e anemia;
- Zinco: ressecamento na pele, unhas quebradiças, queda de cabelo, baixa imunidade e diminuição de memória.
O tratamento indicado inclui alimentação saudável e equilibrada, com frutas e alimentos ricos em nutrientes. “A regra é simples, desembalar menos e descascar mais. Ou seja, comer comida de verdade. No entanto, quando os problemas nutricionais estão instalados é necessário fazer a suplementação com multivitamínicos e poliminerais prescritos por um profissional”, finaliza a especialista.
