A hora de montar a lancheira da escola requer planejamento redobrado dos pais ou responsáveis para não cair nas armadilhas comuns dos produtos práticos e industrializados, que também são cheios de açúcar, conservantes e sódio. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que até 2025 o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas.

Sáskia Lima tem três filhos em idades diversas e mantém a conta @lancheira_divertida no Instagram, onde compartilha dicas para inspirar a mudança alimentar das famílias. “Não é preciso, necessariamente, elaborar receitas. Existem várias opções compostas por alimentos de verdade, como frutas, iogurte e castanhas, tomate picado com queijo”, recomenda.

Entre as dicas para fugir dos industrializados, Sáskia recomenda que pais e responsáveis tenham sempre uma lista de receitas práticas para fazer em casa, com antecedência. “Use e abuse do congelador. Preparar bolinhos, pães caseiros, bolachinhas que podem ser congeladas e feitas em porções maiores para servir ao longo do mês”, sugere. Abaixo, veja a lista daquilo que você não deve colocar de jeito nenhum na lancheira dos seus filhos:

Bisnaguinha: opções não faltam nas gôndolas, mas, assim como a maioria dos produtos industrializados, os dois principais ingredientes desse produto são farinha branca e açúcar, além do excesso de óleos vegetais. Independente da marca, a composição não é boa.

Barrinhas de cereal: a maioria dos produtos disponíveis hoje nos supermercados não é saudável nem para adultos, muito menos para crianças. Há uma quantidade alta de açúcar, bem como gordura saturada. Frequentemente quando o rótulo do produto é light, haverá compensação na quantidade de gordura na tentativa de manter sabor e textura.

Biscoitos recheados: opções não faltam, seja de chocolate, morango, doce de leite, entre outros. No entanto, nenhuma opção faz bem para o seu filho. Além de serem praticamente só açúcar, para obter a consistência cremosa, os recheios são produzidos com gordura hidrogenada. Em altas quantidades, pode levar à obesidade e ao aumento do colesterol.

Queijo processado: mais prático, impossível. Do tamanho ideal para acompanhar as refeições e com vários sabores, o queijinho é um produto que costuma enganar, porque muitos acreditam que é saudável. No entanto, é rico em conservantes para que ele possa ser mantido fora da geladeira, chegando a uma validade de mais de 200 dias, enquanto um queijo amarelo ou minas dura uma semana no máximo.

Bolos prontos: assim como os outros produtos citados, os bolinhos prontos são vendidos em porções individuais perfeitas para o consumo rápido na hora do recreio. Contudo, eles são compostos por açúcar, farinha e gordura hidrogenada.