Doria quer R$ 1 bi para desenvolver vacina chinesa contra a Covid-19

Governador afirmou que Instituto Butantan, de São Paulo, espera receber mesmo investimento prometido pelo governo federal à Fiocruz

atualizado 19/08/2020 17:18

Doutor Gustavo Romero, coordenador do estudo da vacina contra Covid-19 no Distrito Federal, mostra embalagem e seringa utilizada para a imunização - vacina covidJacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou, nesta quarta-feira (19/8), que o Instituto Butantan pediu R$ 1 bilhão ao Ministério da Saúde para o desenvolvimento da vacina Coronavac – que está sendo testada em 5 estados brasileiros e mais no Distrito Federal.

O valor solicitado é semelhante ao que foi anunciado pelo governo federal para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante as tratativas para a importação de tecnologia e adaptação do laboratório de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, para a fabricação da vacina de Oxford. Tanto a imunização de Oxford como a chinesa Coronavac estão em testes da fase 3 no Brasil.

“Não vemos razão para privilegiar uma vacina em detrimento de outra”, afirmou Doria, em entrevista à CBN, na manhã desta quarta.

Nas lives que promove, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que aposta na vacina de Oxford e ironizou a candidata à imunização contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac.

“Se fala muito sobre a vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio de Oxford e, pelo que tudo indica, [a vacina] vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país, não. Tá ok, pessoal?”, afirmou o presidente, em 31/7.

O Ministério da Saúde, por sua vez, vem repetindo que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai adotar a vacina que ficar pronta primeiro. Até agora, entretanto, não foram anunciados repasses do governo federal para o Instituto Butantan, que coordena os testes da Coronavac no Brasil.

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