Com dados da Covid-19 em xeque, Saúde vai lançar mais uma plataforma

Terceiro painel desde o começo da pandemia deve ir ao ar nesta terça (09/06) e pretende trabalhar com números em tempo real

atualizado 08/06/2020 21:20

fachada do ministério da saúdeRafaela Felicciano/Metrópoles

Muito criticado pela falta de transparência em relação aos números do coronavírus no Brasil nos últimos dias, o Ministério da Saúde afirmou, nesta segunda-feira (08/06), que uma nova plataforma de monitoramento será implementada a partir de amanhã (09/06).

Segundo o secretário executivo substituto do ministério, Élcio Franco, a terceira página de monitoramento desde o começo da pandemia tem a missão de divulgar os dados por data de ocorrência. No momento, a pasta usa a data de notificação: por isso, nem todos os óbitos divulgados aconteceram no mesmo dia, muitos são resultados de investigações de falecimentos que ocorreram há até três meses.

“Essa forma como vínhamos fazendo prejudica a análise. À medida que conseguirmos estabelecer um sistema com os municípios, para alimentar a base de dados, trabalharemos com a data correta para verificar a evolução real da curva“, explica Franco.

O modelo atual exige que os estados enviem os dados consolidados para a pasta, que cruza as informações com o sistema E-SUS. A intenção é que as unidades federativas usem a ferramenta virtual, que, além do número, também detalha informações como sexo, idade, início dos sintomas, comorbidades, etc.

A intenção é que mortes e casos confirmados divulgados diariamente sejam apenas os que realmente aconteceram em 24h. Porém, a pasta não explicou o que vai ser feito com os dados dos mais de 4 mil óbitos que seguem sob investigação. O novo sistema deve ser adotado assim que o ministério conseguir alinhar a divulgação com estados e municípios.

Recontagem e supernotificação
Ao contrário do que afirmava o empresário Carlos Wizard, cotado para a secretaria de ciência e tecnologia do ministério, Franco afirma que não há intenção de recontagem de mortes e que a pasta confia nos dados apresentados até agora: foram baseados em diagnósticos médicos e confirmados por testes.

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