Barriga de chopp pode indicar risco silencioso. Saiba qual é

Acúmulo de gordura visceral vai além da estética e pode aumentar risco de diabetes, infarto e doenças metabólicas

atualizado

metropoles.com

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Homem com "Barriga de chopp", segurando um chopp- Metrópoles
1 de 1 Homem com "Barriga de chopp", segurando um chopp- Metrópoles - Foto: Magnific

A chamada “barriga de chopp” costuma ser associada apenas ao excesso de cerveja e ao ganho de peso, mas médicos alertam que o problema pode indicar alterações metabólicas importantes. O acúmulo de gordura na região abdominal, principalmente a gordura visceral, está ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto e gordura no fígado.

Diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, a gordura visceral se acumula ao redor de órgãos como fígado, intestino e pâncreas. Por isso, ela é considerada mais perigosa para a saúde.

Como identificar a barriga de chopp

Alguns sinais ajudam a perceber quando a gordura abdominal deixa de ser apenas uma questão estética. Entre os principais alertas estão:

  • Aumento progressivo da cintura;
  • Barriga mais rígida e profunda;
  • Fadiga constante;
  • Pressão alta;
  • Alteração na glicemia;
  • Triglicerídeos elevados;
  • Dificuldade para emagrecer;
  • Roncos e apneia do sono.

O endocrinologista Wandyk Allison, que atende em Santa Catarina, explica que o problema está diretamente relacionado ao funcionamento do metabolismo. “Na visão médica, a barriga é um marcador biológico importante: o corpo começa a armazenar energia em excesso justamente na região mais associada à proteção metabólica e inflamatória”, afirma.

O especialista destaca ainda que o excesso de cerveja favorece o acúmulo de gordura abdominal não apenas pelas calorias da bebida, mas também pela associação com sedentarismo, alimentação desregulada e sono ruim.

Barriga de gordura ou apenas inchaço?

Uma dúvida comum é diferenciar a gordura abdominal do inchaço. Apesar de serem parecidos visualmente, os dois quadros têm características diferentes.

O inchaço costuma variar ao longo do dia, piorar após refeições e estar ligado a gases, retenção de líquido ou alterações intestinais. Já a gordura visceral tende a permanecer constante e aumentar gradualmente.

Segundo o também endocrinologista Hugo Peres, da Clínica Renoir, em Brasília, a gordura abdominal persistente merece atenção médica. “Hoje sabemos que o excesso de gordura visceral não é apenas um depósito de energia, mas um tecido inflamatório que produz substâncias inflamatórias continuamente e desregula diversos hormônios do corpo”, explica.

Quais hábitos ajudam a reduzir a barriga de chopp

Os médicos apontam que reduzir a gordura visceral exige mudanças consistentes na rotina. Atividade física regular, principalmente musculação, alimentação rica em proteínas e fibras, melhora do sono e redução do álcool estão entre os pilares mais importantes.

Também é importante diminuir o consumo de ultraprocessados e controlar fatores como estresse e sedentarismo, que favorecem inflamação e resistência à insulina.

Embora a expressão “barriga de chopp” seja popular, médicos reforçam que o aumento da circunferência abdominal pode ser um sinal silencioso de que o organismo já está sofrendo consequências metabólicas importantes.

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