Rubinho Nunes toma soco na cara durante protesto de estudantes em SP. Veja vídeo

O vereador Rubinho Nunes, do União Brasil, afirmou que precisou ser hospitalizado em função de uma fratura no nariz após o ocorrido

atualizado

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O vereador Rubinho Nunes (União) tomando um soco no rosto.
1 de 1 O vereador Rubinho Nunes (União) tomando um soco no rosto. - Foto: Redes sociais/Reprodução

O vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União) levou um soco no rosto durante um protesto de estudantes realizado na República, região central da capital paulista, nesta segunda-feira (11/5).

Veja o vídeo do momento:

Procurado pelo Metrópoles, Nunes afirmou que precisou ser hospitalizado após o soco, em função de uma fratura no nariz.

“Fui até o local para dialogar com os ‘estudantes’, mas fui recebido com extrema hostilidade. Em instantes passaram a agredir com chutes, socos e canos. Nos cercaram, tentamos furar a barreira. Arremessaram cones e objetos”, relatou o vereador à reportagem. “Fui ao hospital São Luís Morumbi, onde foi constatada uma fratura no nariz.”

A agressão ocorreu durante um protesto organizado por estudantes das universidades estaduais de São Paulo.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), cerca de 60 alunos das instituições se reuniram em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na República, região central de São Paulo. Por volta das 14h30, a concentração foi para a frente do prédio da Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde seria realizada uma reunião dos reitores das universidades — o encontro acabou sendo cancelado, mesmo antes da realização do ato.

A manifestação, então, foi interrompida após o início de uma “briga generalizada” envolvendo os dois vereadores.

Nos últimos dias, Adrilles vinha fazendo publicações contra a greve dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e chegou a publicar um vídeo, nesta segunda, para apontar a suposta violência dos manifestantes.

Após a confusão, o vereador fez um post nas redes sociais afirmando que uma “multidão de estudantes manifestantes” tentou “espancar” ele e sua equipe.

“Fui explicar a estudantes que estudante não faz greve, que estudante de universidade pública é custeado, pago com dinheiro das pessoas. Em reação, tentaram me encurralar e me espancar”, escreveu o vereador.

Ainda de acordo com a PM, policiais intervieram na confusão. A polícia afirma que não houve uso de “munição de menor impacto” — balas de borracha, gás de pimenta, gás lacrimogêneo —, mas esse ponto é contestado pelos estudantes, que afirmam que foram usados gases de pimenta e lacrimogêneo para dispersar os envolvidos.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou apenas que “houve uma briga generalizada no local” e que “a confusão foi contida pela PM”. Ainda segundo a SSP, não havia informação sobre feridos e a manifestação seguiu de forma pacífica.

A reportagem também aguarda retorno mais detalhado dos organizadores da manifestação estudantil.


Entenda a greve dos estudantes

  • A principal motivação da manifestação é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil) — política de auxílio socioeconômico da universidade.
  • Atualmente, o valor do benefício é de R$ 885 por mês, para alunos que não residem na moradia estudantil, e R$ 330 para os residentes.
  • Os estudantes, no entanto, propõem aumento do valor para R$ 1.804, o equivalente a um salário mínimo paulista.
  • Em comunicado, emitido no dia 29/4, a Reitoria informou que não iria acatar o pedido de aumento do auxílio. O documento também encerrou as possibilidades de negociação para esse assunto e para as demais demandas exigidas pelo corpo discente.

PM removeu estudantes de Reitoria ocupada

A Polícia Militar usou “corredor polonês” com cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para desocupar a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na madrugada deste domingo (10/5). O prédio foi ocupado por estudantes na tarde da última quinta-feira (7/5), em meio à greve motivada pelo aumento do benefício estudantil.

Os vídeos enviados ao Metrópoles mostram a ação da PM (veja acima), iniciada por volta das 4h15. De dentro da Reitoria da USP, os policiais se organizaram em fila para agredir os alunos que deixavam o prédio. Outra gravação mostra os agentes retirando mesas e barracas montadas pelos estudantes.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), dezenas de alunos ficaram feridos e quatro foram detidos. O DCE responsabilizou o reitor da USP, Aluísio Segurado, e o chefe de gabinete do reitor, Edmilson de Freitas, pela violência e questionou sobre a ação ter sido realizada sem determinação judicial.

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