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São Paulo

Veja momento em que alunos derrubam portão e ocupam reitoria da USP

A ocupação ocorre após a reitoria encerrar a mesa de negociações entre o comando de greve dos alunos e o reitor Aluísio Segurado

07/05/2026 18:52, atualizado 07/05/2026 20:01
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Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Alunos ocupam prédio da Reitoria da USP

Um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) derrubou o portão e ocupou o prédio da reitoria, na tarde desta quinta-feira (7/5), no Butantã, zona oeste de São Paulo. A ocupação ocorre após a mesa de negociações entre o comando de greve dos alunos e o reitor Aluísio Segurado ter sido encerrada unilateralmente pela universidade, na segunda-feira (4/5). Veja o vídeo:

Imagens divulgadas nas redes sociais (veja acima) mostram o momento exato em que os estudantes ocuparam a reitoria. No vídeo, é possível ver alunos com bandeiras e equipamentos de fumaça entrando no local. Alguns grevistas aparecem com o rosto coberto por camisetas.

Veja momento em que alunos derrubam portão e ocupam reitoria da USP - destaque galeria
10 imagens
Durante a ocupação, a PM foi acionada
Veja momento em que alunos derrubam portão e ocupam reitoria da USP - imagem 3
Polícia Militar agiu para conter a manifestação
Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes
O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação
"Os estudantes começaram a marchar para perto da grade, depois avançaram para a porta de vidro e empurraram ela até cair", afirmou um aluno
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"Os estudantes começaram a marchar para perto da grade, depois avançaram para a porta de vidro e empurraram ela até cair", afirmou um aluno

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Durante a ocupação, a PM foi acionada
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Durante a ocupação, a PM foi acionada

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Veja momento em que alunos derrubam portão e ocupam reitoria da USP - imagem 3
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Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Polícia Militar agiu para conter a manifestação
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Polícia Militar agiu para conter a manifestação

Reprodução / Ana Vitória Barbosa
Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes
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Em comunicado, a reitoria não cedeu às exigências feitas pelos estudantes

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação
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O ato iniciou por volta das 14h, e portões do prédio foram derrubados às 16h pelos estudantes que estavam na manifestação

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Greve na universidade já dura 3 semanas
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Greve na universidade já dura 3 semanas

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
O saguão da Reitoria da USP foi ocupado, em protesto pelo posicionamento da gestão da universidade em encerrar as negociações sobre as demandas cobradas na greve
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O saguão da Reitoria da USP foi ocupado, em protesto pelo posicionamento da gestão da universidade em encerrar as negociações sobre as demandas cobradas na greve

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
A principal motivação da manifestação, é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE
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A principal motivação da manifestação, é a divergência dos alunos com a decisão de reajuste do PAPFE

Reprodução / Mariana Greco Mantovan
Alunos ocupam prédio da Reitoria da USP
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Alunos ocupam prédio da Reitoria da USP

Reprodução / Mariana Greco Mantovan

Desde às 5h, os estudantes já bloqueavam a entrada da reitoria. Com os braços cruzados, diversos alunos formaram um cordão em frente ao prédio.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e acompanha a movimentação dos grevistas no local. A ocorrência está em andamento.


Greve na USP

  • Os estudantes das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) estão se mobilizando por melhores condições de permanência, alimentação e moradia estudantil. Desde 14 de abril, alunos de pelo menos 100 cursos da USP estão em greve e o movimento repercute entre os alunos das demais universidades estaduais.
  • Os grevistas da USP reivindicam principalmente o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), uma política de assistência socioeconômica oferecida pela universidade aos estudantes.
  • Também são exigidas melhorias nos restaurantes universitários e no Conjunto Residencial da USP (CRUSP).
  • A reitoria da universidade, contudo, informou na segunda-feira (4/5) que encerrou as negociações com os estudantes. A decisão foi anunciada após três reuniões com os grevistas nas quais a USP afirmou ter obtido avanços.
  • A posição oficial foi contestada pelos estudantes, que seguem se mobilizando. De acordo com o movimento estudantil, as partes ainda não chegaram a um acordo

O que diz a USP

Em nota enviada ao Metrópoles, a Universidade de São Paulo afirma que lamenta profundamente a escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público.

“Diante dessa situação, e respaldada juridicamente, a Universidade adotou as medidas cabíveis, acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais. Em toda a ação, serão priorizadas a segurança e a integridade física de todos os envolvidos.”

Por fim, a USP garante que suas unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados, museus e órgãos da administração central “manterão regularmente suas atividades, cumprindo a missão institucional que lhe foi confiada pela sociedade paulista que nos mantém.”

Posição do DCE

Nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) se posicionou: “Os estudantes em greve da USP tomaram hoje a decisão de ocupar a Reitoria da USP, de forma pacífica e sem depredação, como acusa a PRIP de forma mentirosa. A nossa ação é um pedido justo e legítimo frente à intransigência da Reitoria que unilateralmente fechou a mesa de negociação, sem o acordo não apenas dos negociadores mas sobretudo da grande maioria dos cursos que seguem em greve em mais de 3 semanas.”

“O que pedimos não é nada demais: queremos a reabertura da mesa de negociação. A nossa reivindicação é justa e precisa ser atendida. Se a Reitoria quer acabar com a greve, não será ignorando a forte mobilização que os estudantes estão fazendo, mas atendo nosso pedido de escuta. Rechacamos qualquer tentativa de criminalização do movimento. O que é um ato de violência não é lutar por nossos direitos, mas ter que conviver com bolsas insuficientes, larvas na comida e moradia precária. Fazemos um apelo: Reitoria, reabra a mesa de negociação! É por nisso que hoje ocupamos o seu escritório. Nossa ocupação tem um objetivo: reabertura da negociação para que nossas pautas sejam atendidas. Negocia reitoria!”, finaliza o texto.

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