Veja momento em que alunos derrubam portão e ocupam reitoria da USP
A ocupação ocorre após a reitoria encerrar a mesa de negociações entre o comando de greve dos alunos e o reitor Aluísio Segurado
atualizado
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Um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) derrubou o portão e ocupou o prédio da reitoria, na tarde desta quinta-feira (7/5), no Butantã, zona oeste de São Paulo. A ocupação ocorre após a mesa de negociações entre o comando de greve dos alunos e o reitor Aluísio Segurado ter sido encerrada unilateralmente pela universidade, na segunda-feira (4/5). Veja o vídeo:
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Imagens divulgadas nas redes sociais (veja acima) mostram o momento exato em que os estudantes ocuparam a reitoria. No vídeo, é possível ver alunos com bandeiras e equipamentos de fumaça entrando no local. Alguns grevistas aparecem com o rosto coberto por camisetas.
Desde às 5h, os estudantes já bloqueavam a entrada da reitoria. Com os braços cruzados, diversos alunos formaram um cordão em frente ao prédio.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e acompanha a movimentação dos grevistas no local. A ocorrência está em andamento.
Greve na USP
- Os estudantes das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) estão se mobilizando por melhores condições de permanência, alimentação e moradia estudantil. Desde 14 de abril, alunos de pelo menos 100 cursos da USP estão em greve e o movimento repercute entre os alunos das demais universidades estaduais.
- Os grevistas da USP reivindicam principalmente o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), uma política de assistência socioeconômica oferecida pela universidade aos estudantes.
- Também são exigidas melhorias nos restaurantes universitários e no Conjunto Residencial da USP (CRUSP).
- A reitoria da universidade, contudo, informou na segunda-feira (4/5) que encerrou as negociações com os estudantes. A decisão foi anunciada após três reuniões com os grevistas nas quais a USP afirmou ter obtido avanços.
- A posição oficial foi contestada pelos estudantes, que seguem se mobilizando. De acordo com o movimento estudantil, as partes ainda não chegaram a um acordo
O que diz a USP
Em nota enviada ao Metrópoles, a Universidade de São Paulo afirma que lamenta profundamente a escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público.
“Diante dessa situação, e respaldada juridicamente, a Universidade adotou as medidas cabíveis, acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais. Em toda a ação, serão priorizadas a segurança e a integridade física de todos os envolvidos.”
Por fim, a USP garante que suas unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados, museus e órgãos da administração central “manterão regularmente suas atividades, cumprindo a missão institucional que lhe foi confiada pela sociedade paulista que nos mantém.”
















