Alunos da Unesp e Unicamp discutem paralisação após greve na USP

Alunos das três universidades estaduais estão se mobilizando por melhores condições de permanência, alimentação e moradia estudantil

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Imagem colorida de protesto de alunos da Unesp. Unicamp e USP por melhores condições de pertencimento nas universidades - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de protesto de alunos da Unesp. Unicamp e USP por melhores condições de pertencimento nas universidades - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Os estudantes das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) estão se mobilizando por melhores condições de permanência, alimentação e moradia estudantil. Desde 14 de abril, alunos de pelo menos 100 cursos da USP estão em greve e o movimento repercute entre os alunos das demais universidades estaduais, que discutem atos e adesão à greve.

Os reitores das universidades e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) são alvos de críticas pelos estudantes. Nesta segunda-feira (4/5), alunos das três universidades paulistas protestaram (veja na foto em destaque) em frente ao prédio onde se reunia o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na República, região central de São Paulo.

Os grevistas da USP reivindicam principalmente o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), uma política de assistência socioeconômica oferecida pela universidade aos estudantes. Também são exigidas melhorias nos restaurantes universitários e no Conjunto Residencial da USP (CRUSP).

Na Unesp, os estudantes paralisaram nessa terça-feira (5) e apontam uma possível adesão à greve nesta quarta (6/5). A reitora Maysa Furlan é alvo de críticas e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirma que a instituição enfrenta uma crise na “precarização do ensino, pesquisa, extensão e permanência estudantil”.

“É importante, agora, nós voltarmos para os nossos campus e declarar greve na nossa universidade para somar nessa luta estadual”, anunciou o Diretório.

A Unicamp também vai discutir a adesão à greve nesta quinta-feira (7/5) em uma assembleia geral. Além das pautas de expansão da moradia estudantil nos campi e melhoria da qualidade dos RUs, os alunos reivindicam pela contratação de professores.

O que dizem as universidades?

Por meio de comunicado oficial, a reitoria da USP informou na segunda-feira (4/5) que encerrou as negociações com os estudantes da universidade. A decisão foi anunciada após três reuniões com os grevistas nas quais a USP afirmou ter obtido avanços.

No entanto, a posição da reitoria foi contestada pelos estudantes. De acordo com o movimento estudantil, as partes ainda não chegaram a um acordo e uma assembleia está marcada para debater os próximos passos da greve nesta quarta-feira (6/5).

Procurada pelo Metrópoles, a administração da Unesp afirmou que está ciente das paralisações dos estudantes. A faculdade acrescentou que uma nova reunião do CRUESP foi agendada na sede da reitoria da universidade para discussão das pautas estudantis, na próxima segunda-feira (11/5).

Já a reitoria da Unicamp afirmou que “não tem greve na Unicamp” e as atividades de ensino, pesquisa e extensão funcionam normalmente na universidade. “As negociações transcorrem normalmente com integrantes das entidades representativas”, concluiu.

Tarcísio critica greve dos estudantes: “Não entra na minha cabeça”

O governador Tarcísio de Freitas falou sobre a greve dos estudantes da USP na tarde desta terça-feira (5/5) e afirmou que a paralisação não entra na cabeça dele. Segundo Tarcísio, a mobilização tem “cunho político” e representa uma “perda de oportunidade” aos alunos.

“Eu sei que um dia eu vou estar no mercado de trabalho e o mercado vai cobrar. Então, eu quero o máximo de ferramenta. Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes”, criticou o governador, que é pré-candidato à reeleição ao governo estadual.

A declaração foi feita durante uma agenda no Palácio dos Bandeirantes, onde ele anunciou investimentos em rodovias do interior paulista. Além de falar em “perda de oportunidade” dos alunos, ele saiu em defesa da “autonomia universitária” para fazer a distribuição e a alocação dos recursos financeiros.

“Tem uma questão da autonomia universitária. Então, a gente não entra nas questões de gestão. A universidade tem autonomia para fazer a distribuição e a alocação de recursos. Seu orçamento tem sido assim ao longo do tempo e eu acredito que esse é o modelo que funciona”, afirmou o governador.

O comentário faz referência à pauta grevista de isonomia salarial levantada por funcionários e alunos após uma gratificação de R$ 4.500 ser aprovada para professores que desenvolverem projetos considerados estratégicos pela universidade.

A bonificação custará R$ 239 milhões anuais ao orçamento da USP e beneficiará apenas professores, enquanto estudantes lutam por melhores condições de permanência e os funcionários reivindicam melhores condições de trabalho.

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