Greve da USP: sindicato aceita propostas da reitoria para fim da paralisação

Reitoria da USP realizou assembleia, nesta quinta-feira (23/4) e apresentou propostas condicionadas à retomada imediata das atividades

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra placa da Universidade de São Paulo, USP, em azul - Metrópoles - Foto: Divulgação

A reitoria da Universidade de São Paulo, com participação do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), realizou nesta quinta-feira (23/4) uma assembleia para propor soluções às demandas da greve. As propostas enviadas pela reitoria, condicionadas à retomada das atividades, foram aceitas pelo sindicato.

Em nota, a reitoria destacou a importância da negociação, reiterando o lema de sua campanha durante o processo que elegeu a atual gestão reitoral – “USP pelas Pessoas”.

De início, a gestão reiterou que a concessão da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) não representa um tratamento discriminatório entre docentes e servidores técnicos e administrativos. Também foi ressaltado que já estão sendo desenvolvidos trabalhos sobre o processo de progressão de carreira dos servidores técnicos e administrativos e sobre o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).

Os representantes do sindicato se opuseram a esse posicionamento e destacaram também o desejo de contarem com a presença da representação estudantil na reunião, o que não foi aceito pelos representantes da reitoria.

Após um longo debate, a reitoria apresentou algumas propostas, condicionadas ao término das paralisações: Programa de gratificação aos servidores técnicos e administrativos, abono de horas relativas a “pontes” e recesso de final de ano, condições de transporte para trabalhadores terceirizados.


Entenda a greve

  • Os alunos do campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, no dia 15 de abril, aderir à greve dos funcionários e paralisar suas atividades por tempo indeterminado.
  • A medida foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme e realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).
  • Entre as principais reivindicações levantadas pelos alunos, estão: melhores condições dos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis, e isonomia entre docentes e funcionários.
  • Os alunos da universidade já haviam feito uma paralisação no dia anterior (14/4), em defesa das demandas e também em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindicam reajuste salarial e benefícios oferecidos aos professores.
  • Como forma de sinalizar o protesto, os alunos organizaram “piquetes” nos prédios dos institutos, empilhando mesas, cadeiras e outros objetos na entrada das salas de aula, para interditar a passagem.

 

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