Greve na USP tem 104 cursos parados contra precarização na universidade

Greve na USP foi anunciada em 14 de abril. Estudantes cobram por melhores condições de permanência e maior qualidade dos bandejões

atualizado

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Cedido ao Metrópoles/Pedro Lukas Costa
Greve USP
1 de 1 Greve USP - Foto: Cedido ao Metrópoles/Pedro Lukas Costa

Alunos de 104 cursos da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve por tempo indeterminado contra a precarização na universidade, segundo levantamento do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A greve na USP foi anunciada em 14 de abril e os estudantes cobram por melhores condições de permanência e maior qualidade dos restaurantes universitários.

A paralisação ocorre tanto nos institutos da capital quanto no interior paulista. Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Escola Politécnica (Poli) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) estão entre os participantes da capital.

Já no interior, 21 cursos da USP São Carlos e outros do campus Ribeirão Preto, como Química, Educação Física e Psicologia, aderiram à greve. Veja a lista completa abaixo:


Cursos e institutos que já aderiram à greve

  • Ciências Sociais – São Paulo
  • Letras – São Paulo
  • História – São Paulo
  • Filosofia – São Paulo
  • Instituto de Geociências (2 cursos) – São Paulo
  • Enfermagem – São Paulo
  • Fonoaudiologia – São Paulo
  • Terapia Ocupacional – São Paulo
  • Fisioterapia – São Paulo
  • Química – São Paulo
  • EACH – USP Leste (11 cursos) – São Paulo
  • Psicologia – São Paulo
  • FAUD (2 cursos) – São Paulo
  • Escola Politécnica (17 cursos) – São Paulo
  • Geografia – São Paulo
  • Oceanografia – São Paulo
  • Farmácia – São Pauo
  • Pedagogia e Licenciaturas – São Paulo
  • ⁠Escola de Comunicações e Artes (11 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Matemática e Estatística (6 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Física (3 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Relações Internacionais – São Paulo
  • Instituto de Ciências Biomédicas – São Paulo
  • Biologia – São Paulo
  • USP São Carlos (23 cursos) – São Carlos
  • ⁠Psicologia – Ribeirão Preto
  • ⁠Biologia – Ribeirão Preto
  • ⁠Biblioteconomia – Ribeirão Preto
  • ⁠Pedagogia Ribeirão Preto
  • ⁠Direito – Ribeirão Preto
  • ⁠Enfermagem – Ribeirão Preto
  • ⁠Ciências Biomédicas – Ribeirão Preto
  • ⁠Química – Ribeirão Preto
  • Física Médica – Ribeirão Preto
  • ⁠Matemática Aplicada a Negócios – Ribeirão Preto
  • ⁠Educação Física – Ribeirão Preto
  • ⁠Terapia Ocupacional – Ribeirão Preto

As principais reivindicações levantadas pelos alunos são: melhores condições dos bandejões e fim da privatização; aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista; ampliação dos programas de permanência estudantil; defesa dos espaços estudantis; e isonomia entre docentes e funcionários.

A última pauta é em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindica reajuste salarial à categoria, após benefícios serem oferecidos exclusivamente aos professores.

O Conselho Universitário da USP aprovou, no dia 31 de março, um bônus de R$ 4.500 voltado a docentes que assumirem projetos extracurriculares, como oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão. A iniciativa foi criticada pelos demais trabalhadores, que estão parados desde 14 de abril.

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa da USP informou que acompanha a greve dos estudantes. A universidade afirmou que protocolos garantem alimentação segura e de qualidade nos restaurantes universitários geridos pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) e que também não pretende retirar nem restringir a atuação das entidades estudantis.

DCE convoca marcha até a Faria Lima

Nas redes sociais, o DCE Livre da USP convocou todos os estudantes para “uma gigantesca marcha em direção à Av. Faria Lima”, na zona oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (23/4), a partir das 16h. O ato busca “mostrar a precarização que vive a universidade”.

“Não aceitaremos a privatização e intervenção do mercado na nossa educação”, escreveu o DCE no post.

 

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