Greve na USP tem 104 cursos parados contra precarização na universidade
Greve na USP foi anunciada em 14 de abril. Estudantes cobram por melhores condições de permanência e maior qualidade dos bandejões
atualizado
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Alunos de 104 cursos da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve por tempo indeterminado contra a precarização na universidade, segundo levantamento do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A greve na USP foi anunciada em 14 de abril e os estudantes cobram por melhores condições de permanência e maior qualidade dos restaurantes universitários.
A paralisação ocorre tanto nos institutos da capital quanto no interior paulista. Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Escola Politécnica (Poli) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) estão entre os participantes da capital.
Já no interior, 21 cursos da USP São Carlos e outros do campus Ribeirão Preto, como Química, Educação Física e Psicologia, aderiram à greve. Veja a lista completa abaixo:
Cursos e institutos que já aderiram à greve
- Ciências Sociais – São Paulo
- Letras – São Paulo
- História – São Paulo
- Filosofia – São Paulo
- Instituto de Geociências (2 cursos) – São Paulo
- Enfermagem – São Paulo
- Fonoaudiologia – São Paulo
- Terapia Ocupacional – São Paulo
- Fisioterapia – São Paulo
- Química – São Paulo
- EACH – USP Leste (11 cursos) – São Paulo
- Psicologia – São Paulo
- FAUD (2 cursos) – São Paulo
- Escola Politécnica (17 cursos) – São Paulo
- Geografia – São Paulo
- Oceanografia – São Paulo
- Farmácia – São Pauo
- Pedagogia e Licenciaturas – São Paulo
- Escola de Comunicações e Artes (11 cursos) – São Paulo
- Instituto de Matemática e Estatística (6 cursos) – São Paulo
- Instituto de Física (3 cursos) – São Paulo
- Instituto de Relações Internacionais – São Paulo
- Instituto de Ciências Biomédicas – São Paulo
- Biologia – São Paulo
- USP São Carlos (23 cursos) – São Carlos
- Psicologia – Ribeirão Preto
- Biologia – Ribeirão Preto
- Biblioteconomia – Ribeirão Preto
- Pedagogia Ribeirão Preto
- Direito – Ribeirão Preto
- Enfermagem – Ribeirão Preto
- Ciências Biomédicas – Ribeirão Preto
- Química – Ribeirão Preto
- Física Médica – Ribeirão Preto
- Matemática Aplicada a Negócios – Ribeirão Preto
- Educação Física – Ribeirão Preto
- Terapia Ocupacional – Ribeirão Preto
As principais reivindicações levantadas pelos alunos são: melhores condições dos bandejões e fim da privatização; aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista; ampliação dos programas de permanência estudantil; defesa dos espaços estudantis; e isonomia entre docentes e funcionários.
A última pauta é em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindica reajuste salarial à categoria, após benefícios serem oferecidos exclusivamente aos professores.
O Conselho Universitário da USP aprovou, no dia 31 de março, um bônus de R$ 4.500 voltado a docentes que assumirem projetos extracurriculares, como oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão. A iniciativa foi criticada pelos demais trabalhadores, que estão parados desde 14 de abril.
Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa da USP informou que acompanha a greve dos estudantes. A universidade afirmou que protocolos garantem alimentação segura e de qualidade nos restaurantes universitários geridos pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) e que também não pretende retirar nem restringir a atuação das entidades estudantis.
DCE convoca marcha até a Faria Lima
Nas redes sociais, o DCE Livre da USP convocou todos os estudantes para “uma gigantesca marcha em direção à Av. Faria Lima”, na zona oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (23/4), a partir das 16h. O ato busca “mostrar a precarização que vive a universidade”.
“Não aceitaremos a privatização e intervenção do mercado na nossa educação”, escreveu o DCE no post.
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