DCE convoca paralisação, 8 cursos aprovam e greve ganha força na USP

Após funcionários paralisarem e ameaçarem greve, alunos denunciam sucateamento e oito cursos já aprovaram paralisação na USP

atualizado

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Imagem colorida mostra a Universidade de São Paulo; universidade para a qual o Enem-USP oferece vagas - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra a Universidade de São Paulo; universidade para a qual o Enem-USP oferece vagas - Metrópoles - Foto: Divulgação/ USP

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) publicou, nessa quarta-feira (7/4), uma nota conjunta de 75 entidades estudantis contra uma portaria divulgada pela faculdade e convocou alunos de todos os cursos para paralisar na próxima terça-feira (14/4), em prol da “defesa dos espaços estudantis, permanência e restaurantes universitários de qualidade”. Até a publicação desta reportagem, mais de 40 assembleias foram convocadas e 8 cursos já aprovaram paralisação.

A minuta, publicada pela Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da universidade, impede o aluguel de espaços pelos centros acadêmicos, além de proibir comércios e outras atividades dos CAs.

A USP vive um indicativo de greve por parte dos funcionários e estudantes também criticam as condições vividas na universidade. Além da oposição à portaria, os alunos reivindicam melhorias nos restaurantes universitários, que registraram problemas recentes de distribuição de água e até larvas na comida.

Assembleias gerais são convocadas por cada curso e os estudantes de Ciências sociais, Farmácia, Geociências, Enfermagem, Psicologia, Relações Internacionais, Direito e Biologia já determinaram a paralisação. Em nota publicada nas redes sociais, o DCE incentiva os estudantes a “paralisar a universidade e construir uma gigantesca mobilização no dia 14”.

 

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Greve ganha força na USP

Além da paralisação estudantil, funcionários técnicos e administrativos do campus Butantã da USP realizaram uma paralisação, na tarde do dia 31 de março, por “isonomia, salário, fixo de R$ 1.200, contra a compensação de horas de pontes e recessos, direito ao BUSP para terceirizados e permanência estudantil digna”.

Faixas feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) foram espalhadas pelo campus indicando a paralisação e alguns serviços também pararam, como o Bandejão Central e a prefeitura do campus.

O movimento foi votado em assembleia e uma nova reunião será feita nesta quinta-feira (9/4), desta vez com indicativo de greve. Há possibilidade de que os servidores entrem em greve já a partir da próxima terça-feira (14/4).

Procurada pelo Metrópoles, a Reitoria da USP não se pronunciou sobre o assunto até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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